A chegada a Campinas após 8.000 km de Harley Davidson

Ponta Grossa/Campinas 480 Km

Saímos do Hotel mais cedo que de costume, às 7:00 hs, pois alguns queriam almoçar com a família em Campinas. A temperatura estava agradável e pegamos neblina no primeiro trecho da estrada.

A neblina desenhava, junto com as araucárias e os campos verdes do interior do Paraná, uma paisagem deslumbrante. A densidade não era forte, mas o suficiente para fazer desaparecer na neblina as primeiras motos do comboio quando vistas pelo piloto da última moto. O serpentear das motos nas curvas rumo à neblina criava uma imagem surrealista. O céu se abriu e o sol brilhou durante o resto da viagem.

Almoçamos em uma churrascaria em Itapetininga. O Jeferson e o Marcão após abastecerem as motos continuaram viagem para almoçarem em casa. No trevo e Tatuí o Betão se separou do grupo rumo a Limeira, em Salto foi a vez do Geraldo.

Logo as motos do Zé Maria e do Hélio entravam imponentes em Campinas vindos da rodovia Santos Dumont. Visivelmente emocionados eles foram conduzindo vagarosamente as motos primeiramente pela Av. João Jorge em seguida pela avenida Aquidabã. Em suas mentes veio a lembrança da manha do dia 18/10, as motos com 8.061 km a menos em seus velocímetros, faziam a direção inversa rumo a Santiago do Chile.

Logo mais a frente, um som de sirene marcou a despedida das duas motos e após acenos das garupas rumaram para o Cambuí (Zé Maria ) e Nova Campinas (Hélio). Ao chegarem no prédio onde residem no Cambuí, o Zé Maria e Imaculada foram saudados por porteiros e moradores que presenciaram a chegada da moto e já sabiam de detalhes da viagem devido a reportagem sobre a viagem feita pelo Jornal Gazeta do Cambuí distribuído gratuitamente para todo o bairro Cambuí no dia 18/10/2008. A motocicleta estava diferente da reluzente moto fotografada pelo jornal, estava bastante suja (foi eleita a mais suja pelo grupo!). Como não foi lavada tinha inseto argentino, chileno e uruguaio grudado disputando os milímetros quadrados dos cromados e faróis.

Rendemos aqui, homenagens e agradecimentos finais a:

1) Nossas queridas garupas pelo companheirismo e valentia em ter nos acompanhado nesta viagem.

2) Nossas motocicletas Harley-Davidson que rodaram de forma impecável, apenas com pequenos imprevistos, pelos mais de 8 mil quilômetros da nossa aventura ao Chile.

3) Finalmente agradecemos ao nosso Anjo da Guarda por ter nos conduzido em segurança e com saúde por toda a viagem.

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