Fotografia

O charme da velha Rota 66

Rota 66Embora a Rota 66 seja muito famosa pelas inúmeras canções sobre ela e inúmeros filmes de Hollywood, ela provavelmente não signifique tanto  para pessoas mais jovens que não assistiram ou curtiram estes filmes e canções.

A Rota 66 também é conhecida como a “Estrada Mãe” ou como ” The América´s Main Street” sendo considerada  o coração da cultura americana e, com certeza, conhecer os trechos desta antiga estrada é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada  quando se viaja de carro do Grand Canyon para Las Vegas!

Em 1987, o Estado do Arizona criou o nome “Historic Route 66” para o trecho da antiga estrada  que liga Seligman a Kingman, com isso criou mecanismos para garantir a preservação da estrada mantendo suas características originais. A cidade de Seligman é o início do trecho de 158 milhas da antiga  Rota 66 que termina em Topock, no Arizona. Esta parte da Rota 66 é rica em paisagens e atrações históricas, sendo o mais longo trecho da Rota 66 que se manteve intacto até hoje. Existem em Seligman inúmeros Cafés e Motéis no estilo antigo, quando o Rota 66 ainda imperava como uma importante ligação do leste com o oeste dos Estados Unidos.

Rota 66A distância de Seligman a Kingman via Historic Route 66 é de 89,1 milhas, com um tempo de viagem médio de cerca de 2 horas que dependerá do tempo de paradas nos pontos de interesse na estrada.  As pessoas são muito amigáveis ​​neste trecho histórico da Rota 66, portanto, pare bastante e curta o ambiente. Os pontos de parada você encontrará motociclistas de todo o mundo em motos Harley-Davidson curtindo o sonho de pilotar pela Rota 66…. Aproveite as paradas para comprar souvenirs, tirar fotografias e conversar com as pessoas da região!

Rota 66No trecho histórico da Rota 66 pode-se  também visitar as famosas Cavernas do Grand Canyon que ficam ao lado da Rota 66. Não fizemos esta visita mas consultando a internet, vimos que as cavernas foram formadas  há 345 milhões de anos no fundo de um antigo mar. Os turistas entram e saem das cavernas por meio de um elevador, havendo uma caminhada de 45 minutos por cerca de 1000 metros dentro da caverna.  Os tours partem a cada meia hora diariamente.

Outras pequenas cidades às margens da velha estrada são Peach Springs, Truxton ,  Valentine, Hackberry e Vale Vista.

Rota 66A pequena cidade de Peach Springs é a sede tribal da Reserva dos Índios Hualapai que ocupa 995 mil hectares  ao sul do rio Colorado. As famosas quedas de água Havasu Falls, Navajo Falls, Mooney Falls e Beaver Falls ficam nesta reserva tribal. Não visitamos a área, mas informações na internet indicam que a pequena  aldeia Indígena Supai que foi  lar dos índios Havasupai por  muitos séculos, atualmente possui um pequeno café, lodge, correios, escola, igreja, clínica, posto de polícia e uma loja geral sendo o ponto de apoio para as visitas às famosas quedas de água.

Rota 66Rota 66Paramos na Hackberry General Store, um lugar símbolo deste trecho da Rota 66 que é muito fotografado pelos turistas.  Na pequena loja, com ambientação da velha Rota 66,  há bebidas,  antiguidades e souvenirs  sobre a Rota 66.

À medida que se  aproxima de Kingman, a Rota 66 segue ao lado da estrada de ferro de Santa Fé com uma paisagem mais desértica. A cidade de Kingman tem todas as facilidades de uma cidade média americana e por ficar também ao lado da nova auto-estrada I-40, que substituiu a Rota 66, a cidade  não sofreu a decadência das pequenas cidades onde a velha estrada ficou esquecida.

Vale a pena continuar pela Rota 66, pois o trecho montanhoso entre Kingman e Topock reserva surpresas interessantes além de bonitas paisagens das montanhas.  Na minha opinião este estreito  trecho montanhoso da Rota 66, com suas inúmeras curvas, talvez seja o trecho com traçado mais preservado da estrada.

Rota 66No meio do caminho vale a pena parar na pequena loja “Cool Springs Cabins” e tirar a famosa foto do símbolo da Rota 66 pintado no asfalto  bem na frente da loja.

Rota 66Um pouco mais à frente, faça uma parada na cidade fantasma de Oatman, muito animada com cafés rústicos, motociclistas do mundo todo em motos Harley-Davidson e com shows de cowboys nas ruas com simulação de tiroteio… caso você passar por lá após às 5 horas da tarde não encontrará nada disso… será uma cidade fantasma literalmente!! Não esqueça de fechar os vidros do carro ao estacionar na Main Street de Oatman pois os pequenos jumentos que andam pela cidade enfiam a cabeça dentro dos carros e podem retirar alguma coisa do interior do veículo!

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Texto: José Maria


O espetacular Grand Canyon

Grand CanyonO Grand Canyon  é uma gigantesca fenda com até 1.800 metros de profundidade,  446 km  de comprimento e com até 29 km de largura esculpida pelo rio Colorado no terreno arenoso do estado americano do Arizona.

O Grand Canyon e a Floresta Kaibab em seu entorno fazem parte do Grand Canyon National Park.  Estudiosos defendem a tese de que o Rio Colorado iniciou o  seu curso na área há cerca de 5 a 6 milhões de anos atrás e desde então vem fazendo o corte do canyon  levando sedimentos, alargando e aprofundando a fenda do canyon.

O Grand Canyon é desde 1979 patrimônio da Unesco e atualmente é visitado por mais de 5 milhões de pessoas anualmente.

Grand CanyonEsta foi a quarta vez que visitamos o Grand Canyon… para tornar a visita diferente resolvemos fazer algo difícil mas possível de conseguir: ficar hospedado em um dos hotéis no interior do parque na Grand Canyon Village! Com um pouco de sorte conseguimos ficar no Maswick Lodge que fica na vila  junto à borda do Grand Canyon, com isso foi possível apreciar em caminhadas o efeito da luz ao nascer do sol e no pôr do sol nas rochas alaranjadas das paredes do canyon.

O Maswick Lodge fica praticamente no início da trilha “Rim Trail” que tem cerca de 21 km de extensão e segue a borda do canyon na direção oeste, não sendo possível ir de carro particular nesta direção do canyon (somente de ônibus ou pela trilha!). Os mirantes nesta direção são: Trailview Point, Moricopa Point, Powel Point, Hopi Point, Mojave Point, The Abys Point, Monument Creek Vista, Pima Point e Hermits Rest Point.

Grand CanyonQuando chegamos ao Grand Canyon National Park entramos pela entrada leste vindo do Bryce Canyon e seguimos pela estrada “Desert View Drive” parando nos mirantes Desert View Point, Navajo Point,  Grandview Point, Lipan Point e Moran Point… fizemos isso para ajustar o nosso tempo com a hora do check-in no hotel que reservamos no interior do parque. Assim que chegou a hora para o check-in passamos direto pelos mirantes restantes e fomos para o hotel… voltaríamos mais no final da tarde para registramos o pôr do sol e no dia seguinte para registrarmos o nascer do sol nos mirantes.

Grand CanyonAlém de hotéis, a vila Grand Canyon Vilage tem supermercado (Market  Plaza), restaurantes para todos os gostos, lojas, museus  e áreas para camping. O parque disponibiliza também um ônibus interno gratuito para levar os turistas da vila para as principais atrações… nós dispensamos o ônibus e fomos em nosso carro ou à pé para caminhadas na borda do canyon!  Quem não conseguir ficar nos hotéis no interior do parque pode ficar em Tusayan, um lugarejo formado por um amontoado de Hotéis e Motéis na parte externa do parque bem próxima à entrada sul.

Grand CanyonSe pudéssemos replanejar a viagem teríamos ficado mais um dia no Grand Canyon pois a experiência de ficar hospedado em Hotel no interior do parque aumenta as possibilidades e o prazer de explorar o lugar!

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Texto: José Maria


Visitando o Bryce Canyon National Park

Bryce CanyonO Bryce Canyon é um parque nacional localizado no sudoeste do estado de Utah, nos Estados Unidos. A principal característica do parque, que não é propriamente um Canyon,  é a coleção de anfiteatros naturais gigantes ao longo do lado leste de um longo platô. O Bryce Canyon fica em uma altitude muito maior do que outros parques da região variando ente 2.400m e 2.700 m, portanto prepare agasalhos e espere para uma temperatura muito menor do que os outras partes da região, principalmente na primavera e no outono. Quando nós chegamos ao Bryce Canyon estava nevando!

O parque Bryce Canyon fica aberto 24 horas por dia durante o todo o ano, podendo ter partes fechadas durante os meses de inverno devido ao acúmulo de neve na estrada. A entrada custa US$30,00/veículo com validade por 7 dias e inclui o uso gratuito do ônibus do parque.

Bryce CanyonO Bryce Canyon tem características únicas devido a estruturas geológicas chamadas “hoodoos”, formadas pela erosão natural do terreno formado por rochas sedimentares.  É impressionante ver as formas  das rochas nas cores vermelhas, laranja e brancas que proporcionam visões espetaculares para os visitantes do parque.  Temos uma nítida impressão que a mão humana fez  algumas das partes do parque devido a regularidade e a beleza dos “hoodoos” esculpidos pela natureza.

Bryce CanyonO parque pode ser visitado em um dia, indo  de carro pela estrada asfaltada que corta o parque até os inúmeros mirantes e caminhando pela borda do canyon em trilhas existentes em alguns  destes mirantes. Alguns dos mirantes que obrigatoriamente devem ser explorados são o “Inspiration Point”, o “Sunset Point” (principalmente no final da tarde), o “Sunrise Point” que é mais bonito no início da manhã e o “Bryce Point”.  Quem puder ficar mais de um dia no parque deve percorrer algumas das inúmeras trilhas do parque como a trilha “Navajo Loop” e a trilha “Queens Garden Trail” que descem a encosta  do canyon. Por falta de tempo não fizemos as trilhas… se pudéssemos refazer o nosso planejamento teríamos colocado mais um dia no Bryce Canyon e explorado melhor as suas belezas!

Bryce CanyonA área do parque era habitada no final do século 19 por Mormos com sobrenome Bryce  e se tornou um Monumento Nacional em 1923 sendo  designada como um Parque Nacional em 1928 com o nome Bryce Canyon. O parque cobre cerca de 145 km quadrados  e recebe bem menos visitantes que outros parques da região (Zion e Grand Canyon).

Estrada para o Bryce CanyonA melhor hospedagem, e também a mais cara, é na vila Bryce Canyon bem na entrada do parque. Outras opções são hotéis e motéis nas pequenas cidades de  Panguitch e Tropic próximas da entrada do parque, respectivamente 36km e 16 km. Ficamos hospedados no Best Western Ruby Inn que fica bem na entrada do parque, curtimos muito o estilo country do hotel  e o recomendamos.

Existem poucas opções para alimentação tanto na vila Bryce Canyon como  ao  longo da estrada que liga o parque às cidades vizinhas. Nós jantamos no charmoso restaurante que fica ao lado da General Store na cidade de Tropic a 16 quilômetro do Bryce Canyon, recomendamos!

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Texto: José Maria


Reflexos de Moab em Utah

CanyonlandsA charmosa e pequena cidade de Moab, no estado de Utah nos Estados Unidos, esconde 3 maravilhosos parques: O Arches National Park, o Canyonlands National Park e o Dead Horse Point State Park. A cidade fica em um vale cercado por montanhas alaranjadas e por si só é um charme com muitos cafés,  restaurantes e hotéis. A cidade é considerada  nos Estados Unidos como a capital do Off-Road e por esta razão atrai também muitos praticantes deste esporte… deu até vontade de alugar uma “gaiola” e partir para a terra… rsrsrsrs

Escolhemos a cidade para ficar 2 dias em nossa viagem e planejamos  visitar os 3 parques. Na primavera de 2017 o parque Arches estava com obras de pavimentação abrindo  às 7:00hs horas e fechando às 7:00hs da noite e, portanto, o nosso desejo de fotografar este parque no nascer e no pôr do sol não pôde ser realizado… mesmo assim, pudemos fazer belas fotos das altas profundezas do Parque Nacional Canyonlands, Dead Horse Point Park e da  paisagem de rocha vermelha do Arches National Park.

ArchesArches National Park

A entrada do parque  fica a 8 km ao norte de Moab, ao longo da Estrada 191. O parque fica aberto 24 horas por dia  durante todo o ano, a taxa de entrada é US $25,00/veículo podendo ser usado por 7 dias.

O parque concentra  o maior número de arcos de arenito natural do mundo com mais de 2.000 arcos catalogados. O parque possui também uma incrível variedade de formações geológicas,  rochas maciças e altos picos  que podem ser explorados  em trilhas para caminhadas. A estrada asfaltada interna ao parque tem cerca de 56 km de extensão e leva aos principais pontos de interesse  dentro do parque como o Double Arch, o Tower Arch, o Delicate Arch, o Windows, o Landscape Arch, etc. É necessário caminhar por trilhas para alcançar alguns destes pontos de interesse.

Arches

CanyonlandsCanyonlands National Park

A entrada do parque fica a 46 km ao norte de Moab. O parque fica aberto durante todo o ano, 24 horas por dia sendo a taxa de entrada de US$25,00/veículo (7 dias de validade). Procure estar no parque ao nascer do sol ou no pôr do sol, pois são momentos particularmente mais bonitos para apreciar as vistas panorâmicas do canyon.

O Canyonlands é o maior parque nacional de Utah. O parque e dividido em vários distritos com entradas diferentes muito distantes uma das outras, por esta razão optamos pela maneira mais fácil de ver o parque que é a parte chamada “Sky” que compreende uma visita na parte superior dos Canyons do parque. A parte “Sky” do parque fica em cima de uma enorme mesa de 1500 pés de altura que literalmente forma uma “ilha no céu”.

Canyonlands

Esta parte do parque possui  inúmeras paradas  com estacionamento para carros de onde pode-se ter  vistas espetaculares a partir da estrada asfaltada que corta o parque. Em alguns pontos, os  visitantes podem ver muito longe, resultando em vistas panorâmicas que abrangem milhares de quilômetros quadrados do canyon.  Existem também trilhas para caminhadas e as estradas para veículos Off-Road com  acesso às áreas da parte de baixo dos Canyon, mas não visitamos estas áreas pois nosso carro comum não permitia esta aventura.

Dead Horse Point State Park

Visitar o parque Dead Horse Point  é um passeio perfeito  com vistas espetaculares do Rio Colorado e do Parque Nacional Canyonlands. A entrada do parque fica a 51,5 km ao norte de Moab. O parque fica aberto o ano todo das 6:00hs às 10:00hs da noite e a taxa de entrada é de US$15,00/veículo (3 dias de validade).

Dead Horse PointEmbora a área do Parque Estadual Dead Horse Point seja pequena, ele é um dos parques mais espetaculares de Utah. A visão de Dead Horse Point é uma das vistas panorâmicas mais fotografadas do mundo, com uma  vista panorama deslumbrante sobre as encostas e vales  esculpidos no Canyonlands.  Milhões de anos de atividade geológica criaram as vistas espetaculares do Parque Estadual Dead Horse Point com a erosão do terreno pela água da chuva, pelos ventos e pelos rios.

Diz uma lenda que o ponto era usado como um curral para cavalos selvagens que vagavam pela parte superior do canyon. Os vaqueiros os conduziam pelo gargalo estreito de terra do canyon  e os deixavam no ponto presos por obstáculos que não deixavam os cavalos fugirem. Uma vez os cavalos foram deixados no local por um longo período de tempo e como não havia água na parte superior do canyon  eles  morreram de sede. Este episódio deu nome à região!

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Texto: José Maria


Fotografando o Monument Valley

Monument ValleyJá faz algum tempo que queríamos visitar o Monument Valley Navajo Tribal Park, em Utah, Estados Unidos! Em 2006, passamos perto… mas não foi daquela vez! Desta vez planejamos um roteiro que incluía o Monumento Valley e conseguimos reservar um hotel dentro do parque para que a nossa visita fosse ainda mais especial.

O Monument Valley é um símbolo do Oeste americano e também é o coração sagrado dos índios Navajos, que administram e cuidam de todas as atividades do Parque.

Monument ValleyAs formações rochosas de arenito que formam o Parque foram esculpidas ao longo dos séculos sendo consideradas atualmente como uma das maravilhas naturais do mundo. A região é muito mais conhecida por imagens do que pelo nome, pois  foi  locação para inúmeros filmes de Hollywood:  Stagecoach (1939) , The Searchers (1956), Easy Rider (1969), Forrest Gump, The Eiger Sanction (1975), Doctor Who série (episódios “The Impossible Astronaut” and “Day of the Moon”) e inúmeros filmes de faroeste.

Monument ValleyO Parque funciona das 7:00hs da amanhã às 7:00hs da noite e o bilhete para entrar custa US$20,00 (por carro). Uma vez dentro do parque você tem acesso ao mirante ao lado do restaurante (as fotos acima e ao lado foram feitas à partir do mirante), loja de souvernirs e Hotel The View. Neste Mirante, com uma câmera  uma lente zoom, pode-se fazer fotos sensacionais. Um passeio obrigatório é tomar à estrada não pavimentada “Scenic View” que tem 17 milhas com pontos de paradas nos melhores pontos para fotografia. O passeio pela “Scenic View” podem ser feito por conta própria de carro (mesmo automóveis comuns). Passeios por outras partes do Parque (e também pela “Scenic View”) podem ser feitos com guias e veículos Navajos, neste caso explorando outras partes do Parque e as terras sagradas da área.

Monument ValleyA “Scenic Drive” possui muitas barracas de vendas de artesanato indígena em muitos dos pontos ao longo da estrada. Caso você não desejar percorrer as 17 milhas da “Scenic Drive” você poderá virar o carro e retornar na hora que desejar, percorrendo apenas a parte mais bonita da estrada.

Monument ValleyNossa sugestão é que você se hospede em um dos dois hotéis dentro do Parque (The View e o Goulding Lodge) administrados pelos índios Navajos. Ficando hospedado no Parque você poderá apreciar o pôr do sol e o nascer do sol sobre as torres e monumentos do parque. A contemplação permitirá sentir os ritmos desta terra com a calma e a concentração que ela merece. A vista do hotel The View, que fica no centro de visitantes,  é impressionante. Tem-se uma vista acima do vale para as principais ícones do Parque que são os rochedos mais fotografados do mundo!

Monument ValleyAs outras opções de hospedagem são lugares próximos como Mexican Hat e Kayenta que ficam a cerca de 20-30 km ao norte e ao sul da entrada do parque. Estas pequenas cidades (no caso de Mexican Hat é um aglomerado de Moteis) além da distância considerável do parque, não apresentam atrativos que justifiquem a sua escolha! Prefira ficar em um dos dois hotéis no interior do Parque, são melhores e possuem vistas deslumbrantes!

Monument ValleySe você quiser tirar fotos antes das 7:00hs da amanhã ou depois das 7:00hs da noite hospede-se no hotel The View para ter acesso ao Mirante (ao lado do hotel) na hora que você desejar! Já o Hotel Goulding Lodge tem uma vista mais distante e panorâmica  e fica fora da entrada do Parque. Portanto, quem se hospedado no Hotel Goulding Lodge estará sujeito ao horário de 7:00hs da manhã às 7:00hs da noite. Fora deste horário será possível observar o Parque á distância, o que não deixa de ser uma vista fantástica (ver foto do pôr do sol acima)!

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Texto: José Maria

 


Gruta do Anjo em Socorro

Visitamos neste feriadão a Gruta do Anjo na cidade de Socorro, SP. A cidade fica a 130 km de São Paulo, sendo considerada uma cidade turística com foco em esportes de aventura, rafting, cachoeiras, etc.

A Gruta do Anjo é formada pelos túneis abertos na rocha por  uma antiga mineradora que funcionou no local até 1995. A água que nasce na gruta forma uma piscina com águas límpidas com uma profundidade de cerca de 4 metros e uma área total de cerca de 3 mil metros quadrados. O reflexo da luz na água límpida tem uma cor  verde esmeralda  cuja tonalidade depende do angulo de incidência da luz (hora do dia) e da profundidade do local. Existem inúmeras carpas que tornam o lago da gruta ainda mais bonito.

Gruta do AnjoJá havia algum tempo que planejávamos ir à Gruta do Anjo para conhecer o local, analisar as condições de acesso, de iluminação e fazer um ensaio fotográfico.  Sabíamos que o local tem um grande potencial para belíssimas fotos, visitando os diversos sites  na internet que falam da gruta.

Escolhemos a sexta-feira de um  feriadão municipal da cidade de Campinas para pegarmos o local tranqüilo sem excesso de turistas.  O acesso à gruta é feito através da Pousada do Anjo, onde é cobrado o ingresso de R$25,00/pessoa. Após pagar o ticket continuamos por uma estradinha muito íngreme até a gruta, onde carros baixos podem ter dificuldades para subir. O estacionamento fica praticamente na entrada da gruta.

Gruta do AnjoAlém da câmera fotográfica, levamos tripé e flash para podermos nos adequar às condições de luz do local. Ao analisar os locais ideais para fotos no interior da gruta verificamos que seria impossível fazer fotos sem Flash em alguns pontos de interesse. Voltamos ao carro e buscamos o tripé e o Flash. Após algumas medidas de luz decidimos usar ISO entre 200 e 500 com abertura f/5,6 e velocidade entre 1/60s e 1/125s. Ajustei a potência do flash para uma boa exposição com os ajustes acima. Como não havia levado modificadores, o flash foi apontado diretamente para a modelo o que ocasionou sombras mais duras, talvez o ideal seria ter levado uma sombrinha refletora para suavizar as sombras.

Gruta do AnjoAlgumas Dicas

  • Leve uma lente com distância focal de 70mm ou mais pois o enquadramento ideal em alguns pontos da gruta necessita de zoom na lente.
  • Reserve pelo menos 2 horas para as fotos no interior da gruta e lembre-se que o horário de funcionamento é das 9:00hs ás 17:00hs.
  • Leve água para beber pois no local não existe água potável.
  • No verão a luz do sol entra pela fenda de entrada da gruta entre as 14:00hs e 16:00hs com um belo reflexo na água.
  • Evite ir aos sábados e domingos, pois o lugar pode ficar com turistas atrapalhando as suas fotos.
  • Leve uma sandália havaiana para a modelo usar nas movimentações no interior da gruta, pois é desagradável andar descalço através dos ambientes da gruta.
  • É proibido entrar na água, mas molhar os pés na água é permitido.
  • Leve flash e modificador (Ex. sombrinha) para suavizar a luz do flash.
  • Reserve um tempo para visitar a Feira Permanente de Malhas e Shopping da cidade, onde é possível comprar roupas com ótimos preços .
  • Uma dica para almoçar é o Restaurante Pennynsula Dom Raul (aberto para almoço apenas aos Sábados e Domingos). No caso de sua visita a Socorro for durante um dia de semana, a dica para almoço é o restaurante do Hotel Recanto da Cachoeira. Aproveite o almoço para percorrer a margem do rio próximo à cachoeira do rio do Peixe.
Pousada Gruta do Anjo
Estrada Socorro/Munhoz, s/n – Rancho Alegre, Socorro – SP, 13960-000
Telefone: (19) 3895-1357
www.pousadagrutadoanjo.com.brHotel Recanto da Cachoeira
R. Justino Tavares de Toledo, 160 – Saltinho, Socorro – SP, 13960-000
Telefone: (19) 3895-2626
www.hotelrecantocachoeira.com.brRestaurante Pennynsula Dom Raul
Rodovia Otávio de Oliveira Santos, km 2,5 – Bairro do Saltinho
Socorro, São Paulo, Brasil.
Telefones: (19) 3895-2626 ou 3895-7742
www.pennynsuladomraul.com.br
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Texto: José Maria

Templo Zu Lai em Cotia

O Templo Zu Lai pertence ao monastério budista Fo Guang Shan e fica no municípo de Cotia, a 40 min de São Paulo. O Templo possui um grande pátio interno cercado por edificações típicas.

Templo Zu Lai

O Templo é cercado por uma grande área de jardins com lago japonês e inúmeras esculturas de Buda com diferentes poses e expressões. Lembre-se que o Zu Lai é um templo religioso e portanto as pessoas devem se comportar de forma mais respeitosa e contida na sua área.

Jardins Templo Zu Lai

O estacionamento para veículos é gratuito e fica ao longo das vias internas e em área específica após o lago japonês. Os enormes espaços vazios do Templo nos convidam para a meditação e para o silêncio.

O templo possui um bom restaurante vegetariano que fica aberto até as 14:30h, portanto programe-se para almoçar no restaurante do Templo. Existe também na área do Templo uma loja que vende deliciosos pães, uma lanchonete, um museu e uma pequena área para recreação de crianças.

Templo Zu laiOs visitantes devem observar algumas regras de boa conduta no interior do Templo:

  • Use roupas condizentes com um ambiente religioso (evite decotes, roupas curtas, shorts e bermudas). Dependendo das roupas, o visitante poderá receber uma manta para enrolar no corpo antes de entrar no Templo principal
  • Permaneça em silêncio no interior do Templo
  • Não fume
  • Não pegue nada que não lhe tenha sido oferecido
  • Animais domésticos não são permitidos na área do Templo
  • Não é permitido piquenique na área do Templo e também não é permitido o ingresso de produtos tais como, carnes e bebidas alcoólicas na área do Templo
  • Não é permitido fotografar e filmar nos recintos fechados do Templo.

Templo Zu Lai

Templo Zu Lai
Estrada Municipal Fernando Nobre, 1461
Jardim Pioneira, Cotia – SP, 06705-490
Tel. (11) 4612-2895
Horário de Funcionamento: fechado  segunda-feira, aberto de terça-feira à sexta-feira (das 12h00 às 17h00) e nos Sábados, domingos e feriados (das 09h30 às 17h00)
www.templozulai.org.br


Fotografando Paranapiacaba

Neblina em ParanapiacabaA pequena vila escondida na serra do mar com sua aura inglesa e constante neblina é um excelente destino para amantes da fotografia, sendo muito procurada por fotógrafos em busca de locação para ensaios fotográficos.

A neblina, que é mais comum no início da manhã e no final da tarde, compõe o cenário ideal para fotografar a Vila e a estação ferroviária com a famosa Torre do Relógio. Entretanto, dependendo das condições climáticas, a neblina pode aparecer ou desaparecer rapidamente em qualquer hora do dia.

Você pode entrar com tempo limpo em uma Casa de Chá e após tomar um chá com bolo, deparar ao sair com uma forte neblina nas ruas… Isto aconteceu com a gente neste último fim de semana!

ParanapiacabaParanapiacabaA origem da Vila de Paranapiacaba está ligada com a construção da primeira estrada ferroviária paulista que teve início em 1867 quando um grupo de britânicos vieram para o Brasil trabalhar e se instalou na região dando origem à Vila. Após a construção a Vila abrigou o centro de controle operacional e a residência dos funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway, esta companhia operava a estrada de ferro que realizava o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos.

Atualmente todos os imóveis de Paranapiacaba pertencem à prefeitura de Santo André que no início dos anos 2000 comprou da Companhia Ferroviária todas as terras e imóveis da Vila. Atualmente a Prefeitura administra a Vila de Paranapiacaba e arrenda os imóveis para fins comerciais e residenciais. Por esta razão, caso o objetivo das suas fotos seja comercial é necessário solicitar formalmente autorização da Prefeitura de Santo André para usar a Vila como locação.

ParanapiacabaMuseu ParanapiacabaQuando ir

A Vila fica deserta nos dias de semana, quando a maioria dos estabelecimentos comerciais não abre. Caso a presença de turistas não interfira no objetivo das suas fotografias, escolha o fim de semana para visitar Paranapiacaba. As fotos no interior e nos pátios do Museu do Sistema Funicular somente serão possíveis durante os fins de semana quando o mesmo está aberto para visitação das 10hs às 16hs.

Recomendamos a visita aos Sábados, pois o número de Turistas não é tão grande e o comércio está aberto, com opções de restaurantes, Casas de Chá, Casas de Artesanatos e visitas aos Museus.

Como ir

Indo de carro, existem duas possibilidades para chegar. A estrada asfaltada que liga a cidade de Santo André ao distrito de Paranapiacaba termina em uma área de estacionamento gratuito onde pode-se deixar o veículo e ir caminhando para a Vila atravessando a ferrovia por uma passarela sobre o pátio de trens.

Uma outra possibilidade de chegar é sair da estrada asfaltada e enfrentar ou últimos 7 quilômetros em um estrada de terra que leva até a Vila. Sugerimos a primeira opção, pois em caso da estrada de terra estar em más condições pode-se demorar até 30 minutos neste trajeto além de sujar o carro. Lembre-se que a Vila é muito pequena e que o carro não vai ajudar em nada, podendo até ser multado caso seja estacionado em local não permitido, nem sempre bem sinalizado.

Torre do Relógio de ParanapiacabaO que fotografar

A Estação Ferroviária Alto da Serra foi restaurada e hoje é a principal marca registrada de Paranapiacaba. A Torre do Relógio trás um certo ar nostálgico para a estação podendo ser vista de longe em diversos pontos da Vila. A Torre foi erguida em 1898 e lembra a famosa torre do Big Ben de Londres.

Os pátios e os prédios do Museu do Sistema Funicular é um local obrigatório para fazer fotografias. Com ingresso de R$5,00 (Julho de 2016) pode-se visitar o interior e os pátios com trilhos, trens e máquinas da antiga Empresa Ferroviária. Um turista comum pode achar que os prédios e máquinas estejam enferrujados e mal cuidados, mas para objetivos fotográficos a composição é perfeita com prédios antigos, trilhos e máquinas antigas contrastando com o verde da mata atlântica e o gramado dos pátios.

As pequenas casas marrons de madeira com arquitetura inglesa nos remetem para uma atmosfera aconchegante e bucólica. Se a sorte estiver do seu lado, poderá haver neblina nas ruas da Vila contribuindo para um ar ainda mais britânico.

Museu Castelinho de ParanapiacabaNo topo de uma pequena colina fica um casarão de arquitetura vitoriana, construído em 1897, como moradia do engenheiro chefe da vila. Hoje, o casarão abriga o Museu do Castelo, conhecido também como Castelinho. O museu está aberto para turistas conhecerem móveis antigos, documentos e equipamentos ferroviários. O casarão no todo da colina tem uma vista privilegiada para toda a vila ferroviária sendo um ótimo local para se fazer fotografias da estação e do pátio dos trens.

Finalmente, como as condições climáticas e a presença de neblina são imprevisíveis, fique preparado para eventualmente repetir tomadas fotográficas em locações “com presença” e “sem a presença” de neblina!

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Texto: José Maria e Imaculada


Fotografando os campos floridos de Holambra

Você gosta de fotografar flores como crisântemos, tulipas, rosas, margaridas e girassóis? Que tal uma visita aos campos floridos de Holambra em São Paulo?

tennessee-cowboy-16A pequena cidade de Holambra tem uma área rural repleta de campos com flores a perder de vista. A cidade é conhecida como Capital Nacional das Flores, sendo uma tradição herdada dos colonizadores holandeses que se mantém até hoje com cultivo de inúmeras espécies. O município de 14.000 habitantes é hoje o maior exportador de flores da América Latina!

Campo de feno em HolambraAs flores de Holambra estão presentes em várias propriedades rurais próximas. A visita àVer posts plantações deve ser feita com guias turísticos locais de forma agendada. O interessado deve informar à agencia de turismo qual o tipo de campo florido de interesse.

Dependendo da época do ano algumas flores podem não estar disponíveis nos campos ou estufas.

Outro ponto importante é definir para a agência de turismo se a visita desejada deve ser feita em plantação em campo aberto ou em estufas.

Bosque de EucaliptosA sessão de fotografias pode ser complementada com visitas a campos verdes de feno, em bosque de eucaliptos e nas atrações turísticas da cidade, como o famoso Moinho de Holambra.

 

Moinho de Holambra

O moinho de Holambra foi inaugurado em 2008, na comemoração dos 60 anos de imigração holandesa, sendo construído totalmente aos moldes da tradição holandesa.

Moinho de vento de HolambraAtualmente  é um dos principais pontos turísticos da cidade, sendo considerado o maior moinho da América Latina. O moinho tem cerca de 40 metros de altura e cada pá mede 12 metros de comprimento. O moinho funciona pela força dos ventos com a geração de uma tração motora de cerca 60 cavalos-força.

Theos Turismo
Lago Vitória Régia – Rua Primavera, 936
Holambra – SP
Telefone: (19)99168-2199
www.theosturismo.com.br

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Texto: José Maria e Imaculada


Reflexos de Campinas

Com origens remotas como bairro rural da Vila de Jundiaí, o bairro da freguesia de Nossa Senhora da Conceição (1774) se transformou em poucas décadas, na Vila de São Carlos (1797). Com forte presença da cultura cafeeira, a Vila de São Carlos cresceu e transformou-se  na cidade de Campinas em 1842.

A fama de “princesa do oeste” foi devido a sua posição geográfica e à riqueza proporcionada pela economia cafeeira na Província de São Paulo. A cidade teve um grande crescimento nas últimas décadas do século XIX e no início do século XX.

A industrialização veio nos anos 30, após a crise da economia cafeeira. Nos anos 60 foram construídos centros de educação, pesquisa e tecnologia, como a Universidade Estadual de Campinas (1966), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (1969) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (1976).

Hoje a cidade de Campinas é o maior pólo tecnológico da América Latina, abrangendo uma Região Metropolitana com 19 municípios e uma população de 2,8 milhões de habitantes.
Neste artigo mostramos o lado fotogênico da cidade de Campinas, com belas fotografias de parques e distritos da cidade e região.

Vista noturna da Avenida Moraes Sales

Avenida Moraes Sales em Campinas

Bairro Nova Campinas, com o Templo Mormon e a Serra das Cabras no Horizonte

Bairro Nova Campinas com Templo Mormon e Seera das cabras ao fundo

Campo de Girassóis em Holambra

Campo de Girassóis em Holambra

Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim

Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim

Restaurante Villa Antiga (Alphavile)

Restaurante Vila Antiga, Alphaville

Corujas no Bosque dos Jequitibás

Corujas no Bosque dos Jequitibas

Centro de Convivência Cultural

Centro de Convivência Cultural, Campinas

Lua sobre o bairro Nova Campinas

Lua sobre o bairro Nova Campinas

Estação Marupiara em Joaquim Egídio

Estação Marupiara, Distrito de Joaquim Egídio, Campinas