chile

Subindo a Cordilheira dos Andes rumo a Argentina

Santiago/San Luis 619 Km

Planejamos sair mais cedo visto que o trecho incluía a subida da cordilheira, parada na aduana, parada para fotos, etc. Entretanto acabamos conseguindo sair somente às 7:30hs. Compensamos o atraso com uma saída rápida da cidade de Santiago, pois o Hotel estava a 3 quadras da Ruta 5 que nos levava direto para fora da cidade rumo aos Andes.

O céu estava límpido com um azul luminoso que fazia as Harleys brilharem ainda mais na estrada. A temperatura estava agradável, mas saímos bem agasalhados, pois não sabíamos como estava o tempo no topo da Cordilheira. Como esperado a temperatura caiu no topo da Cordilheira, mas o céu continuou azul com um sol que amenizava a temperatura.

Cruzamos a fronteira Chile/Agentina sem problemas nem atrasos. Paramos na Puente del Inca, uma ponte natural de pedra feita pela natureza através da deposição de sedimentos do rio Las Cuevas. Embaixo da ponte natural tem as ruínas de um antigo SPA da década de 40, que foi destruído por uma enchente. Como a Puente del Inca é um local bastante conhecido, haviam inúmeros carros e ônibus com turistas no local.

Mais uma vez pudemos constatar como as nossas Harleys chamavam a atenção. Fomos literalmente cercados por adolescentes que estavam em um ônibus, primeiramente interessados nas Harleys e em seguida o interesse aumentou ao perceberem que o idioma que nos comunicávamos era o Português! Dispararam inúmeras perguntas até que chegou uma argentina falando um português sem sotaque, que explicou que era uma excursão de estudantes de Santa Fé na Argentina. Acrescentou que ela era professora de língua Portuguesa daquela garotada e que eles iriam fazer um trabalho após o retorno da viagem…

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Puente Del Inca

Nos despedimos após inúmeras fotos dos adolescentes nas motos e continuamos a viagem com a certeza que as nossas Harleys iriam inspirá-los no trabalho escolar onde iriam narrar como eles encontraram 12 brasileiros vestidos em trajes negros de couro em seis motos enormes no meio da Cordilheira dos Andes!

Paramos para abastecer as motos e almoçar em Uspallata, uma cidadezinha no meio dos picos nevados da Cordilheira dos Andes. Tiramos um pouco de agasalho, visto que a temperatura estava aumentando gradualmente a medida que a cordilheira terminava. Em pouco tempo estávamos nas conhecidas estradas planas e retilíneas das planícies argentinas!

Cruzamos Mendoza rapidamente a 120 km/h e rumamos para San Luis onde chegamos às 19:00hs com o céu ainda claro. Como a cidade de San Luis era apenas uma parada técnica, jantamos no Hotel e fomos descansar mais cedo.

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Texto: José Maria

O encontro com as águas do Pacífico em Viña del Mar

Viña Del Mar/Santiago 135 Km

Saímos do Hotel para abastecer as motos as 7:30hs. Dentro de Viña Del Mar em uma curva fechada o Geraldo praticamente parado tombou a moto com a Solange na garupa. Após o susto, visto que nada havia acontecido ao casal e com a moto, partimos para Santiago.

Hotel em Vina del Mar - Nov 2008

Hotel em Vina del Mar – Nov 2008

O tempo estava frio e com neblina, o que nos obrigou a colocar capa de chuva. No meio do caminho a moto do Geraldo quebrou a vareta de engate das marchas, ele amarrou com fio de cobre e continuamos a viagem.

Chegamos em Santiago no final da manha e fomos para o hotel Panamericano que fica bem no centro perto das atrações turísticas. Descarregamos as motos e fomos almoçar no excelente Mercado Público de Santiago.

Mercado Público de Santiago - Nov 2008

Mercado Público de Santiago – Nov 2008

Na parte da tarde o grupo se separou após uma fracassada ida até a loja da Harley Davidson (segunda feira era o dia da loja ficar fechada!), incluindo dores de cabeça com motoristas de táxi desonestos (tomem cuidado com táxi em Santiago!).

O programa noturno foi variado: o Betão/Marli e Geraldo/Solange foram em um Jantar com show típico e os demais ficaram no hotel descansando tomando vinho e comendo queijos, frios e contando casos e piadas.

No dia 28 contratamos uma Van para um City Tour na cidade, incluindo uma visita na Loja da Harley-Davidson. Na loja compramos camisetas e alguns acessórios, incluindo a vareta de engate das marchas para a moto do Geraldo.

Após a saída da Loja HD finalizamos o City Tour com uma visita a um bairro elegante de Santiago, localizado em uma colina que tem uma bela vista para a cidade e para a Cordilheira dos Andes. Em seguida o grupo se separou, parte indo passear de teleférico e parte foi ao excelente Museu de Arte Pré-Colombina do Chile. No jantar o grupo se dispersou, alguns jantaram no Hotel outros no calçadão próximo ao hotel.

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Texto: José Maria

Duplas sobre duas rodas

Casal do Cambuí, ao lado de Outros cinco, percorrerá 8 mil quilômetros em motocicletas

A vida de Zé maria e Maria Imaculada é movida a roncos. Não os dos humanos, mas os de uma preciosidade que o engenheiro guarda no condomínio onde mora, na Coronel Quirino. Para conhecê-la, é preciso pedir permissão ao casal e, num solavanco só, tirar a capa contra poeira que cobre a motocicleta. Nem é preciso observar muito para chegar a conclusão que trata-se de uma Harley-Davidson. Ainda não foi batizada e seus donos a chamam pelo modelo, Heritage, de 1.600 cilindradas. O zelo pelo qual Zé e Imaculada  cuidam da moto se assemelha ao oferecido a um filho. É por essas e outras que, como dois pais corujas em um dia de apresentação do filho na escola, o casal está ansioso com a primeira viagem internacional da moto. Ao lado de mais cinco casais e suas respectivas Harleys, o trio cairá na estrada entre outubro e novembro. E o destino final ? Chile.

Reportagem no Jornal do Cambuí de 17/10/2008

Reportagem no Jornal do Cambuí de 17/10/2008

Antes de conhecer o roteiro da viagem, é necessário descobrir de onde vem a amizade entre Zé maria e Imaculada, com Jeff e Maria Helena, Hélio e Cristiana, de Campinas, e Betão e Marli, de Limeira, e Gera e Solange, e Marcão e Beth, de Salto. Os aventureiros trombaram com suas motocicletas pela primeira vez num sábado na concessionária da Harley-Davidson na Moraes Sales, ponto de encontro do HOG (Harley Owners Group), de Campinas. Zé Maria, que afiliou-se à turma em 2001, quando adquiriu sua primeira Harley, adianta-se para contar um pouco do grupo. “Aos finais de semana, todos os proprietários dessas motocicletas se reúnem. Depois de um café da manhã, saímos a passeio”. Na lista de cidade que ouvem os roncos das motos estão Piracicaba, Serra Negra e Atibaia. “No final da tarde, voltamos”.

O grupo campineiro no total, arrisca o número, é composto por mais de 200 pessoas, mas nem todos são assíduos como o sexteto da motocicleta. Há ainda viagens mais longas aos encontros nacionais do HOG Brasil, realizados duas vezes por ano em cidades turísticas. E, para não perder o costume, os seis casais são figurinhas carimbadas. Já passaram por Búzios, Angra dos Reis, Campos do Jordão, Bonito além de Araxá e Tiradentes.

“Foi assim que fortalecemos a nossa amizade”. Também, não é para menos, já que todos do sexteto da motocicleta dividem gostos iguais. Não só a paixão por duas rodas, como também a por comidas, músicas e estilo de vida um tanto parecidos. Outro aspecto importante, que cabe a Betão contá-lo: “Todos nós ou somos  quarentões ou cinquentões”, brinca o aventureiro, de 54 anos, arquiteto quando não está montado em uma de suas duas possantes (tem uma Elektra e outra Heritage).

Com o intuito de despistar a ansiedade com relação à viagem do Chile, Zé Maria abre um album com fotos e lembranças da viagem de parte do sexteto aos Estados Unidos. Em 2006, depois de alugar as motocicletas em Las Vegas, o grupo partiu rumo a Barstow numa viagem de 1.600 quilômetros, feita em 7 dias. “Fizemos parte da famosa Rota 66, além disso passamos por cidades fantasmas, como Oatman e Calico, e paramos no Bagdad Cafe, em Newsberry Springs, cenário do filme de mesmo nome”. Já em 2007, quatro deles, em 13 dias, viajaram 3.500 quilômetros. De paisagem, puderam comtemplar as do Yellowstone National Park e parte das Montanhas Rochosas. “Não pegamos tanta neve”, diz, um pouco frustrado. Das duas vezes, ao contrário da viagem ao Chile, foram escoltados por um carro de apoio. “Sempre pilotado por um dos casais”, frisa.

Eles partem amanhã para Santiago

Sexteto da motocicleta levará poucas roupas: primeira parada será Guarapuava

Sexteto da motocicleta levará poucas roupas: primeira parada será Guarapuava

Na mala de viagem, poucas  mudas de roupa. No máximo, duas calças, além da do corpo de couro, peças íntimas, um par de camisetas e tratando-se de um percurso como esse, um agasalho reforçado. “esse vai no corpo, mesmo”, explica Maria Imaculada. A mala, que está mais para uma trouxa, nem parece que será usada durante 23 dias, num trajeto de quase 8 mil quilômetros. “Nas paradas, vamos aproveitar para lavá-las”, adianta Marli, esposa de Betão, conta uma tática que emprega nas expedições. “Levamos poucas roupas porque no caminho compramos novas”. Mas não são apenas as mulheres que reclamam, os homens também se queixam da economia de vestuário. “Como não vamos ter o carro de apoio, em que podíamos colocar a roupa desejada, será uma das maiores dificuldades”, avalia Betão. A aventura, que começará amanhã (18) logo pela manhã, terá como primeira parada Guarapuava, no Paraná (ao todo serão 600 quilômetros). A média de trajeto percorrido por dia ficará entre 124  e  740 quilômetros. O que não intimida o sexteto da motocicleta. “O maravilhoso não é chegar na cidade, mas pilotar 12 horas uma Harley e conhecer novas culturas e comidas diferentes”, conta Betão. O percurso, traçado a meses, contemplará Santa Fé, Mendoza (“passaremos pela região de rios e vinícolas”). Viña del Mar, Santiago, entre outras. Mesmo com tanta fartura de paisagem, uma em especial é a mais aguardada pelos casais – a travessia pela Cordilheira dos Andes. “Estaremos no pé do Aconcágua. Imagine só a emoção. Estamos contando com o gelo”.