Bela Lisboa

Praça do Comércio

Desde a nossa primeira visita há 33 anos atrás nos apaixonamos pela cidade desde o início. Desde então, Lisboa foi bastante aperfeiçoada e redesenhada, mas não perdeu seu glamour descuidado. É uma cidade não muito grande e nem muito pequena, mas bastante amigável e segura. Hoje, 33 anos depois de conhecer a cidade, ainda conseguimos nos me surpreender com a sua beleza e luminosidade.

Praça do Rossio

A Praça do Rossio é uma das praças mais antigas de Lisboa e a mais de seis séculos tem sido  palco de acontecimentos importantes na história de Lisboa. Após o terremoto de 1755, a Praça do Rossio foi reconstruída, passando a abrigar edifícios onde hoje funcionam lojas e cafés. O Café Nicola, um dos primeiros cafés de Lisboa, foi um local de encontro de escritores sendo considerado a segunda casa do poeta Bocage.

No lado norte está o Teatro Nacional D. Maria II, inaugurado em 1846, com o nome da filha de D. Pedro. O interior do Teatro foi destruído por um incêndio em 1964 e foi reconstruído anos depois.

Praça do Rossio

A grande estátua no centro da praça foi inaugurada em 1870 e representa D. Pedro IV, conhecido também como D Pedro I que foi o primeiro imperador do Brasil independente. A estátua tem 27,5 metros de altura.  Na base estão quatro figuras femininas simbolizando a Justiça, a Prudência, a Força e a Moderação, qualidades que são atribuídas a D. Pedro. No topo, D. Pedro está representado usando um uniforme de general, com os ombros cobertos pelo manto real e a cabeça coroada de louros.

Praça do Rossio

As duas grandes fontes de água nas laterais da estátua representam figuras mitológicas e tem uma influência francesa. Elas foram acrescentadas a Praça do Rossio em 1889, substituindo dois poços que existiam no local.

O famoso padrão de ondas do mar da calçada da Praça do Rossio foi um dos primeiros desenhos deste tipo a decorar as calçadas de Lisboa, tendo sido feito em pedra portuguesa. O desenho desta calçada serviu de inspiração para muitas outras ruas da Baixa que receberam este tipo de trabalho nas calçadas.

Hoje em dia, a calçada portuguesa é reconhecida internacionalmente e está presente no mundo todo. A calçada da Praça do Rossio serviu inclusive como modelo para o famoso calçadão da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro!

Rua Augusta

A Rua Augusta é a principal rua comercial da Baixa, que se estende da Praça do Comércio ao Rossio. A rua se tornou um calçadão na década de 1980 e com seu piso em pedra portuguesa a abriga inúmeras lojas de moda, restaurantes e cafés.

Rua Augusta

Diversas marcas como Benetton, Mango e Zara possuem megastores na Rua Augusta. A rua preserva a maioria dos edifícios erguidos após o terremoto de 1755. Começa no Arco da Rua Augusta, um portão em forma de arco triunfal e o edifício mais proeminente da Praça do Comércio. O arco foi projetado após o terremoto para celebrar a reconstrução de Lisboa, é adornado com estátuas de figuras históricas, como Vasco da Gama, Dom Nuno Álvares Pereira e Marquês de Pombal.

Existe um elevador para um pequeno centro de exposições atrás do relógio no topo do Arco. A partir daí, suba a escada em espiral até ao miradouro para vistas panorâmicas da Baixa, da Praça do Comércio e do  Rio Tejo.

Praça do Comércio

Com belos edifícios e arcadas simétricas do século XVIII, a Praça do Comércio é também conhecida como Terreiro do Paço. Com um grande espaço aberto para pedestres, é um destino obrigatório para os visitantes de Lisboa que a consideram uma das praças mais importantes e belas de Lisboa

Praça do Comércio

No centro da praça fica a imponente  estátua do Rei Dom José I montado em um cavalo. O Rei Dom José I governava Portugal na época do terremoto de 1755. Os edifícios no entorno da Praça do Comércio são hoje ocupados por ministérios e outros escritórios do governo. Na esquina nordeste da praça está o famoso Martinho da Arcada, o café-restaurante mais antigo de Lisboa, fundado em 1782.

Bondes de Lisboa

A cidade de Lisboa tem seis rotas de bonde, três funiculares e um elevador vertical. Eles são operados pela empresa Carris, que também opera os ônibus em Lisboa.

Catedral da Sé

Introduzidos no final do século XIX e início do século XX, as linhas de bondes e funiculares ajudam a tornar as colinas de Lisboa um pouco menos íngremes.

Embora sejam sem dúvida uma grande atração para os turistas visitar os diversos pontos da cidade, os Bondes são também muito usados pelos habitantes locais como meio de transporte dentro da cidade.

O Bonde 28 é o preferido pelos turistas que visitam a cidade! O trajeto por onde passa o Bonde 28 possibilita explorar a cidade antiga, o patrimônio histórico de Lisboa e os bairros típicos. O percurso da praça Martim Moniz até ao Campo de Ourique / Prazeres é de aproximadamente uma hora. Dependendo do horário haverá longas filas para pegar o Bonde. O ideal é fazer o passeio no Bonde 28 pela manhã bem cedo ou à noite.

Os Bondes e funiculares integram a rede de transportes públicos de Lisboa e podem ser usados com o Cartão Viva Viagem. O turista deve escolher o bilhete que melhor atenda às suas necessidades de tempo de vista à cidade. É possível comprar bilhetes a bordo com o motorista, mas eles serão mais caros.

Castelo de São Jorge 

Localizado na mais alta das sete colinas de Lisboa, o Castelo de São Jorge é o ponto turístico mais visitado da cidade, devido a sua localização com as melhores vistas da cidade de Lisboa e do Rio Tejo.

No século X, o local foi um antigo castelo mourisco que posteriormente foi conquistado em 1147 pelos cruzados liderados por Dom Afonso Henriques, considerado o primeiro rei de Portugal. Dentro do Castelo existe uma estátua de metal que homenageia Dom Afonso Henriques,  o primeiro rei de Portugal.

Castelo São Jorge

Nos séculos seguintes, os reis portugueses fixaram residência dentro dos muros do antigo palácio mourisco conhecido como Paço da Alcáçova. No século XVI, a residência real mudou-se para um novo palácio localizado no Terreiro do Paço. O castelo de São Jorge foi então usado como uma prisão e posteriormente como um quartel do exército. O terremoto de 1755 e as mudanças na sua levaram a um crescente degradação das muralhas do castelo.

Na década de 1940, as paredes do castelo foram renovadas e parcialmente recriadas pelos arquitetos de Salazar e na década de 1990, o castelo foi restaurado para o evento da Expo 98.

O bonde 28 é a melhor forma de ir ao castelo, devendo desça no Largo das Portas do Sol e fazer uma curta caminhada até a porta de entrada.

Elevador e mirante Santa Justa

Construído em 1902 o belíssimo Elevador de Santa Justa é o único elevador vertical público de Lisboa. O elevador foi construído por Raoul Mesnier du Ponsard, um engenheiro português discípulo de Gustave Eiffel, o construtor da torre Eiffel.

Elevador Santa Justa

O Elevador Santa Justa, juntamente com os três funiculares da cidade (Bica, Glória e Lavra) ajudam a tornar as colinas de Lisboa um pouco menos íngremes.

Durante os primeiros anos, o elevador foi movido a vapor, sendo eletrificado em 1907. A torre era uma obra importante na época, uma vez que ligava o centro da Baixa Chiado ao Bairro Alto e  Convento do Carmo.

Hoje, o Elevador de Santa Justa é uma atração turística. Uma antiga cabine de madeira leva os visitantes a 32 metros de altura pelo interior de uma bela torre de ferro forjado.

No topo da torre existe um miradouro alcançado por uma escada em espiral. O topo do elevador possibilita  excelentes vistas da cidade de Lisboa, especialmente em dias claros e ensolarados. Os que quizerem apreciar um pouco mais a vista da cidade, o local também tem um café na cobertura.

Ruínas do Convento do Carmo

Localizado no alto, atrás do elevador de Santa Justa, o Convento do Carmo é um convento transformado em museu que abriga uma coleção eclética de tesouros arqueológicos em as ruínas da igreja existente no local até o século XVI.

Ruinas do Convento do Carmo, Lisboa

A igreja foi fundada em 1389 e depois destruída pelo terremoto de 1755. Uma intervenção neo-gótica durante o reinado da rainha Dona Maria I, no século XIX, deixou expostos os belos arcos que evidenciam as ruínas deixadas com a destruição provocada pelo terremoto.

Estabelecido em 1864 sobre as ruínas do Convento, o Museu do Carmo foi o primeiro museu arqueológico português.  Atualmente acolhe objetos do Império Romano até o século XIX, com numerosas esculturas em pedra, incluindo exemplos funerários, devocionais e ornamentais.

Funicular da Bica

O conhecido Funicular da Bica foi construído em 1892, sendo inicialmente movido pelo sistema de compensação de água, onde a tração de uma funicular descendo erguia o que estava subindo. O movimento foi conseguindo tornando o funicular  no topo da colina mais pesado que o que estava embaixo. Isso era obtido colocando água no funicular até que estivesse pesado o suficiente para descer a colina e puxar o outro carro na parte inferior da ladeira. Em 1896, o Ascensor da Bica passou a ser movido a vapor e, em 1924, foi eletrificado.

Funicular da Bica

O famoso funicular  atravessa o bairro da Bica a caminho do Bairro Alto,  subindo uma das colinas mais íngremes de Lisboa entre a Rua de São Paulo e o Largo do Calhariz pela Rua da Bica de Duarte Belo. A ladeira cortada pelo funicular da Bica é um lugar pitoresco cheio de edifícios distintos e pequenas lojas.

Quando vier do Cais do Sodré aproveite para andar no funicular cuja entrada está dentro de um arco que faz parte de um prédio n número 234 da Rua de São Paulo. Caso não desejar subir de funicular ou existir uma longa fila, procure uma escada lateral para subir à pé a ladeira. Após o primeiro lance da escada desvie na direção do funicular e continue subindo ao lado a linha férrea. Pare em um lugar estratégico para fazer fotos do funicular descendo ou subindo a ladeira. 

Torre de Belém

Construída no século XVI para guardar a entrada do porto de Lisboa, é um monumento tombado pela Unesco e uma das principais atrações de Lisboa. Foi construída entre 1514-1520 pelo rei Dom Manuel I, numa época em que muitos navios atravessavam o porto de Lisboa a caminho da África e do Oriente.

Torre de Belém

Posteriormente se tornou uma prisão sob a ocupação espanhola, mantendo essa função mais tarde durante o reinado do rei Dom João I. Ao longo dos séculos, a torre passou por várias reformas, especialmente para abrigar instalações militares. O lago artificial que o coloca dentro da água foi construído em 1983.

A fachada sul que dá acesso aos visitantes ao interior é a mais impressionante das fachadas com adornos esculpidos em pedra em motivos reais e militares. A torre tem quatro andares ligados por uma escada em espiral estreita, visível do exterior. A capela no último andar se abre para uma sacada com um belo panorama da orla e do rio Tejo.

Normalmente há longas filas para visitar a Torre de Belém, que permite apenas um número limitado de pessoas dentro da torre.

Monumento aos Descobrimentos

Localizado a poucos metros da Torre de Belém, o Monumento aos Descobrimentos, com seus 55 metros de altura, permite uma vista panorâmica de 360 ​​graus do Rio Tejo. Admire o mosaico de 50m de diâmetro de uma rosa dos ventos desenhado pelo arquiteto Luís Cristino da Silva. O monumento foi construído em 1960 para celebrar o 500º aniversário da morte do Infante D. Henrique, o Navegador responsável por transformar Portugal na principal nação marítima da Europa no século XV.

Monumento aos Descobrimentos

Mosteiro dos Jerônimos

Localizado em frente ao Monumento às Descobertas, o Mosteiro foi construído pelo rei Dom Manuel I e atualmente é tombado pela Unesco.  A construção começou em 1501 e durou quase um século. Dada a grandeza do Mosteiro, vários arquitectos supervisionaram o projecto ao longo do século XVI. Os Descobrimentos financiaram a construção do Mosteiro através da receita do imposto sobre a pimenta e uma taxa de 5% sobre o comércio com a África e o Oriente.

Mosteiro dos Jerônimos

Os monges da Ordem de São Jerônimo ocuparam o mosteiro até a dissolução dos mosteiros no século XIX. O Mosteiro foi então secularizado e entregue à instituição de caridade Real Casa Pia de Lisboa, que ocupou o edifício até 1940 com uma escola e um orfanato. A igreja do mosteiro tornou-se a igreja paroquial do distrito de Belém. Uma parte de seu valioso conteúdo foi perdida no processo.

No anexo ao Mosteiro, o Museu da Marinha de Lisboa foi fundado em 1909 e o Planetário Calouste Gulbenkian foi fundado em 1962.

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa – MAAT

Localizado nas margens do Rio Tejo, um moderno edifício projetado pela arquiteta britânica Amanda Levete abriga um importante acervo de arte contemporânea. O espaço de exposição fica sob o teto curvo onde os pedestres podem andar e desfrutar de vistas panorâmicas.

Museu MAAT

Existem quatro espaços de exposição dentro do MAAT: Sala Oval, Galeria Principal, Sala de Vídeo e Sala de Projetos, todos fortemente orientados em instalações de vídeo.

O parque ao ar livre em torno do museu foi concebido pelo paisagista Vladimir Djurovik e oferece um espaço de lazer com maravilhosa vista da Ponte 25 de Abril e do rio Tejo.

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Texto: José Maria

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