Santiago

Cruzando o Atacama de Harley Davidson

Acompanhe os Posts sobre a viagem:

Atacama 2011: Saindo de Casa!
Atacama 2011: Guarapuava a Puerto Iguazu
Atacama 2011: Puerto Iguazu a Corrientes
Atacama 2011: Corrientes a Salta
Atacama 2011: Salta a San Pedro de Atacama
Atacama 2011: San Pedro de Atacama a Antofagasta
Atacama 2011: Antofagasta a Caldera
Atacama 2011: Caldera a La Serena
Atacama 2011: La Serena a Viña del Mar
Atacama 2011: Viña del Mar a Santiago
Atacama 2011: Santiago a Uspallata
Atacama 2011: Uspallata a San Luiz
Atacama 2011: San Luiz a Santiago del Estero
Atacama 2011: Chegando em Casa !

Era primavera de 2010 quando surgiu a ideia de fazermos uma nova viagem ao Chile.

Qual seria o destino desta vez? Como seria a terceira viagem de moto ao Chile, o Paso de Jama que cruza a Cordilheira dos Andes ao norte do Chile cortando o deserto do Atacama, era o destino ideal pois não tínhamos ido nesta região nas vezes anteriores.

Inicialmente, o número de aventureiros era de cerca de 6 casais, todavia, no transcorrer dos dias somente confirmaram a participação os casais Betão/Marli, Folegatti/Glaucia, Hélio/Cristiane e Geraldo/Solange, todos membros do PHD e HOG Campinas.

O Betão ficou incumbido de traçar o roteiro inicial, o que mais tarde foi discutido com os demais.  O passo seguinte foi selecionar os hotéis em que nos hospedaríamos e efetuar as reservas.  À medida em que o tempo ia passando o projeto tomava forma, tudo voltado ao prazer de viajar de motocicleta Harley-Davidson  pelo deserto do Atacama.

Há 2 meses o grupo de aventureiros foi reduzido a 3 casais com a desistência do Betão/Marli. Por ironia do destino, ao fazer um exame de sangue, o Betão descobriu que no seu DNA possuía uma partícula na sequencia do genoma, no mínimo curiosa: era a sigla HD (Harley-Davidson) e,  inesperadamente, teve que cancelar a sua participação na aventura que ajudara  formatar.  O Betão foi convidado para ser gerente da  nova loja Harley-Davidson de Campinas, que foi aberta aos clientes no dia 9 de abril de 2011. É claro que quem tem HD na sequencia do DNA, não poderia deixar uma oportunidade dessa passar e, portanto, o Betão foi guindado para ser o primeiro gerente da Loja Tennessee Harley-Davidson Campinas, a quem devemos render as nossas homenagens e desejar imensa sorte na nova e gratificante empreitada.

Ao final, o projeto traçado, fez  com que San Pedro do Atacama ficasse no meio do caminho, pois, adiante da fronteira Chilena ainda iriamos nos hospedar em Antofagasta, Caldera, La Serena, Viña del Mar e Santiago do Chile, para só então retornarmos em território Argentino passando por Uspallata, Córdoba, Santiago del Estero e Resistencia.  A partir desse ponto entraremos no território Paraguaio rumo a Asunción, de onde retornaremos para as linhas brasileiras rumo a Foz do Iguaçú, Maringá e finalmente nossas casas.

Lembrando que na ida, antes de chegarmos em San Pedro do Atacama, passaremos por Guarapuava, Puerto Iguazú, Corrientes e Salta.  Em algumas dessas cidades ficaremos 2 ou 3 dias, dependendo do interesse turístico de cada localidade.

Entre a partida e o retorno está previsto 25 dias de aventura, pura emoção, não pela velocidade  mas simplesmente pela beleza das paisagens que iremos desfrutar.  A partida foi marcada para a próxima quinta-feira dia 21 de abril de 2011, data que vem se aproximando com a mesma velocidade que a nossa ansiedade aumenta.

Máquinas revisadas, malas feitas, documentação das 3 Electras em ordem, incluindo carta verde, extensão de perímetro do seguro, carteira de vacinação de febre amarela, carteira internacional de habilitação e documentos pessoais, tudo voltado para evitar percalços desnecessários durante a viagem.  É claro que os equipamentos para registrar a magnifica viagem também estão preparados.

Chegada a hora da partida, aos que ficam desejamos que nos acompanhem e partilhem conosco as nossas emoções além, é claro, de nos desejarem muita sorte.  Durante o percurso, na medida do possível passaremos as informações disponíveis.  Rogamos, por fim, que Deus nos dê a sua benção, nos protegendo para que a nossa aventura transcorra dentro do planejado.
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Texto: Geraldo Cabañas

Caminho de Santiago: atravessando os Andes de Harley-Davidson

Cruzando de moto a Cordilheira dos Andes - Nov 2008

Em outubro próximo fazem 2 anos da nossa aventura “Caminho de Santiago 2008”, onde eu e a Imaculada viajamos com outros 5 casais (Betão/Marli, Geraldo/Solange, Hélio/Cristiana, Jeferson/Maria Helena, Marcão/Beth) em nossas motocicletas Harley-Davidson de Campinas/SP a Santiago do Chile!

Este post comemora estes 2 anos da viagem e  disponibiliza um vídeo no Youtube com uma edição condensada de 10 minutos do DVD oficial da viagem “Caminho de Santiago 2008“. Veja mais detalhes da viagem no post “Viagem ao Chile de Harley-Davidson“.

Como pode ser visto no vídeo, o ponto marcante foi a travessia da Cordilheira dos Andes com as 6 motos Harley-Davidson serpenteando as curvas do trecho da Ruta 7 que liga a Argentina ao Chile entre Mendoza/AR e Santiago (Chile). As inúmeras paisagens maravilhosas, a neve na estrada e a alegria do grupo de aventureiros contagia todo o vídeo. A maioria das imagens foram feitas pela Imaculada na garupa da minha Harley empunhando uma câmera Sony HDR CX-7. Como detaque está o belo registro do trecho da estrada conhecido como “Los Caracoles”, formado pela forte descida da Cordilheira dos Andes no lado Chileno com suas inúmeras curvas.

Durante a edição do vídeo para este post , pude viajar novamente….
Viaje voce também! Assista o vídeo abaixo.

Clique em    na barra acima para ampliar a tela do vídeo!
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Texto: José Maria

Patagônia 2009: Depoimento final do Geraldo !!

Índice de posts da Viagem à Patagônia 2009

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PHD Cabanas e Solange

Iniciada a nossa viagem rumamos para a cidade de União da Vitória, no Paraná. A partida se deu à luz de um sol maravilhoso, mas que não durou muito. Logo começou a chover. À medida que a paisagem ia mudando, com as edificações típicas do Paraná e a região serrana, era possível antever o que nos aguardava. No dia seguinte saímos debaixo de chuva em direção a Santo Tomé, na Argentina. Passamos por Rosário, Villa Mercedes e Mendoza.

Ao nos aproximarmos de Mendoza já era possível avistar os cumes das montanhas cobertos de gelo, o que no ano passado somente avistamos quando nos encontrávamos na pré-cordilheira. Isso anunciava que o frio seria maior, em contrapartida o cenário seria mais deslumbrante, devido a grande quantidade de gelo que cobriam as montanhas.

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Lago Portillo

Durante o trajeto para atravessar a cordilheira do Andes visitamos a Puente del Inca. Em Portillo, no meio da cordilheira, almoçamos no hotel com vistas ao lago ainda congelado, mas de rara beleza que vale a pena ser conferido por quem por ali passar. Já no lado Chileno pernoitamos em Rancagua, para no dia seguinte irmos para Villarica e Pucón, onde visitaríamos o Vulcão Villa Rica.

Quando dirigíamos ao Vulcão fomos agraciados por uma nevasca relativamente forte, o que impediu que a Van que nos levava chegasse ao nosso destino, pois, nem mesmo com correntes na roda foi possível ultrapassar o obstáculo criado pela nevasca. Diante disso, o clima ficou relativamente frio, alguma coisa em torno de 1 a 2 graus, acrescida pela umidade ocasionada pela chuva intensa que insistia em nos acompanhar.

Já em Puerto Varas, onde fixamos no nosso QG, visitamos a cidade de Puerto Mont, Petrohue, e o Vulcão Osorno, que estava totalmente coberto de neve. Esses locais são de beleza ímpar. Voltando para a Argentina, dessa vez atravessamos a cordilheira dos Andes na parte sul, com destino a Bariloche. Devido à nevasca que haviam caído dias antes as laterais da estrada estavam com significativo volume de neve, deixando a paisagem fascinante.

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Vulcão Osorno

Em Bariloche encontramos mais chuva e frio, o que antecipou a nossa partida rumo a Esquel, não sem antes visitar os pontos turísticos mais importantes, como a estação de esqui no Cerro Catedral.

O vento era muito forte, o que fez com que o bondinho que leva os turistas para o alto da montanha subisse cautelosamente em alguns pontos, sendo logo em seguida suspensa a travessia devido o mal tempo.

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Picos nevados dos Andes

Iniciamos o caminho para Esquel sob intensa chuva, o que não permitia acelerar muito. A pista estava escorregadia, o que era agravado por forte ventania. Mal sabíamos que essa ventania nada significava diante daquela que nos aguardava nas gélidas montanhas de Esquel. Para a nossa sorte na medida em que a altitude aumentava, a vegetação típica ia dando o seu contorno, a chuva para o nosso alívio cessou. Mas logo em seguida, a pista que corta as montanhas é tão alta que fica relativamente próximo do cume da cordilheira, dando a impressão de estar na crista da cordilheira. Isso permitia sentir o frio do gelo que parecia estar logo acima das nossas cabeças. Ao longe podia ser avistada a ventania no cume das montanhas geladas, porque a sua força descomunal deslocava a neve quase que na horizontal arrastando em direção à pista que em alguns trechos estava molhada. Enfim, fomos atingidos pela ventania que quase arrancou as motos da estrada.

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Neve na estrada

As três Harleys, modelo Electra, pareciam feitas de papel diante da força do vento que parecia querer impedir a nossa passagem por ali. Nem mesmo com o peso das malas e dos seus ocupantes que somavam alguma coisa entre 500 quilos parecia ser significativo para o vento que nos acompanhou por muitos quilômetros. As motocicletas seguiam inclinadas e forçando a sua direção contra o vento, somente assim conseguimos nos manter na pista. A essa altura a chuva e o vento eram apenas um detalhe que enriquecia os cenários que estávamos atravessando. A chuva permitiu o colorido especial, pastos e vegetação mais exuberantes, a nevasca, e o frio da Patagônia.

Em Puerto Madryn foi possível visitar a Península de Valdez onde ficamos lado a lado com baleias, leões marinhos, pingüins e focas. Experiência muito interessante!!  Para quem viajar por essas cercanias, uma dica é não deixar de experimentar a cerveja Patagônia, de excelente qualidade.

Rumávamos para Bahia Blanca quando o pneu da minha moto furou, como demorei um pouco a perceber o pneu acabou cortado e não permitiu reparo. Isso me obrigou a abreviar a minha chegada a Buenos Aires. A minha entrada em Buenos Aires foi triunfal, na boléia do caminhão guincho. Na carroçaria a minha moto ostentava a sua beleza e era admirada pelas pessoas nas extensas avenidas de Buenos Aires, que se tornaram mais longa em razão do motorista não conhecer a cidade me obrigando a ligar o GPS para orientá-lo. Substituído o pneu fiquei aguardando a chegada dos demais para prosseguirmos com o nosso cronograma.

Atravessamos para o Uruguai pelo Buquebus, onde foi feita a festa no free shoping. A Glaucia e Folegatti compraram tanto alfajor na Argentina que ficamos com receio de ficarmos retidos na alfândega. A viagem seguiu tranqüila. O que muito incomodou foi as péssimas condições das estradas brasileiras. Dá a impressão que a engenharia nacional não sabe construir estradas de qualidade. Parece que usam pantógrafo (igual aquele equipamento utilizado para fazer cópia de chaves), mantendo todas as imperfeições do solo original. A capa de asfalto mais lembra o dorso de um cordeiro, tamanho a sua imperfeição. As cabeceiras das pontes mais lembram uma rampa de lançamento de foguete. Situação que não ocorre na Argentina, Chile e Uruguai que possuem pistas com excelente qualidade de asfalto.

No retorno para casa, na medida em que nos aproximávamos a saudade aumentava, o tempo parecia correr mais devagar. Era possível sentir uma prazerosa sensação de bem estar proporcionada pelo fato de novamente poder estar com os seus. Pois, afinal de contas a viagem foi de 26 dias, período em que os contatos foram pelos meios de comunicação, que nem de longe supre o contato presencial. O afã de retomar o contato com a nossa rotina nos deixavam mais apreensivos.

Dessa viagem foi possível extrair muitos aprendizados, assim como nas outras anteriormente feitas. Mas, cada viagem tem a sua particularidade. Os integrantes da expedição à Patagônia, sem exceção, deram uma prova exemplar de participação e de solidariedade. Nenhum contratempo entre os integrantes do grupo. Portanto, ficam os meus agradecimentos a todos os meus amigos, que a essa altura já os chamo de irmãos. Fica o meu agradecimento aos meus irmãos Betão, Folegatti e Zoom, assim como às suas esposas Marli, Glaucia e Luciana. Agradecimento especial ao Betão e Folegatti que no momento crítico da viagem, quando o meu pneu furou, não arredaram pé do lugar. Inicialmente na tentativa de reparar o pneu. Sendo isso impossível, enquanto Folegatti buscava auxílio de um guincho Betão permaneceu firme na tentativa de encontrar alguma solução, sem êxito porque o pneu estava cortado. Com isso, a solidariedade com que se portaram reclama a sua exaltação. Grandes Amigos e Irmãos. Fica o meu agradecimento ao PHD José Maria que acompanhou a trajetória do grupo relatando as informações recebidas em seu site “vivermaisavida.com.br”.

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Texto: PHD Cabanas (Geraldo)

Patagônia 2009: Os Vulcões do Chile

Índice dos posts da Viagem Patagônia 2009

Rumo a Puerto Montt

Rumo a Puerto Montt

A Cordilheira dos Andes foi deslumbrante, mas não  imaginávamos que ainda teríamos tantas paisagens maravilhosas pela frente… muitos vulcões e lagos!!!

O percurso de Rancágua até Pucón foi feito debaixo de uma forte chuva, que comecou a cair logo quando pegamos a estrada, e não parou durante todo o trajeto de 670 quilômetros!!!!

 

Pucon e Villa Rica

Cidade de Pucón e o vulcão Villa Rica

Foi então que aconteceu o tombo….mas calma, não foi de moto não, graças a Deus!!! Com toda aquela parafernália de roupa de chuva, eu caí de bunda num posto de gasolina, e se não fosse os remedinhos mágicos do Dr. Zoom a viagem teria acabado aqui para mim!!! Que porrada!!! Aliás o casal Zoom tem, remédio para tudo que é tipo de dor!!! Enxaqueca, enche a cueca, dor, dor, dor…. Também dão aula de alongamento para os necessitados em pleno restaurante…Descobrimos também uma bebidinha mágica, que tira dor, e esquenta o frio, seca bota molhada…uma tal de PISCO!! Depois do tombo de bunda, eu nem imaginava “piscar” mais…. Se nao fosse o PISCO já era!!!

No topo do Vulcão Villa Rica

Na encosta do Vulcão Villa Rica

A cidade de Pucón é maravilhosa, ficando à sombra do Vulcão Villa Rica e às margens de um lago azul-escuro, cujas águas refletem a impressionante vista do Vulcão.  Uma das atrações é pegar a estrada que leva ao topo do vulcão, e foi o que fizemos!!! Pegamos nossas motos e subimos a estradinha rumo ao topo nevado do Villa Rica, foi quando pegamos uma nevasca daquelas… As harleys patinaram na neve, mas mesmo assim continuamos a subida do Vulcão até onde deu… ah, ah, ah…

 

Subida para o Vulcão de Van

Mais à frente, numa Van alugada com correntes nas rodas, continuamos rumo ao topo do Vulcão… mas nem assim conseguimos chegar ao topo!!! As nossas rainhas brincaram na neve como crianças!!! Conseguimos encalhar a Van, e foi ai que apareceu o Gauchito Gil… ao vivo e a cores, e nos tirou daquela meleca…. A defunta Correa também colaborou (na volta explico o que são esses personagens)…

No dia seguinte, saímos de Pucon rumo a Puerto Varas com mais chuva caindo…. e aí aconteceu o outro tombo…. dessa vez a Solange beijou o solo chileno, mas como estava de capacete, não se machucou…. e advinha o que aconteceu em seguida?? Dr. Zoom e seus remedinhos, extra estrongue!!!

Saltos de Petrohué

Hoje fomos recompensados com um dia de sol maravilhoso em Puerto Varas!!! A cidade é pequena com ruas largas e vistas esplêndidas de dois vulcões, o Osorno e o Calbuco. Fizemos um tour até Puerto Montt, onde almoçamos Centoia e outros frutos do mar regionais!!! Uma delícia!!! Após o almoço fomos visitar o Vulcão Osorno e no caminho visitamos os saltos de Petrohué.

O Vulcão Osorno é inacreditávelmente  lindo…. Desta vez, os corajosos (Betão e Marli, Geraldo e Solange e eu!) subiram de teleférico, os demais bundões ficaram no abrigo quentinho… No topo do Vulcão havia meio metro de neve!!! A Solange estava de sandália rasteirinha e com meia fina!!! Imagina como ficou o pézinho dela…. quando voltamos ao abrigo, ela colocou o pé dentro do aquecedor!!!

Puerto Varas e Vulcão Osorno

O hotel aqui em Puerto Varas, é excelente… sem dúvida a melhor cama de todos os hotéis da viagem!!! Possui uma belíssima vista para o lago, com o Vulcão Osorno ao fundo…maravilhoso!!!

Vamos jantar agora…. e amanhã o destino é Bariloche !!

P.S. Los mecânicos que trocaram el fusível da minha moto em Rancágua, Geraldon e seu assistente Beton, deixaram um gato para ganhar mas plata… No caminho pifou de novo, e dessa vez foram dois fuzíveis….. tive que pagar $2000 pesos de novo para los mecânicos, só pelo servicio pois los fusíveis foram presentes !! Até agora, tá tudo funcionando de novo…

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Texto: PHD Folegatti

Patagônia 2009: Travessia da Cordilheira dos Andes

Índice dos posts da Viagem Patagônia 2009

Trajeto percorrido de 16 a 23/10/2009

Trajeto percorrido de 16 a 23/10/2009

A cada parada é só alegria e muita descontração, foi assim em Villa Mercedes e Mendoza.  Adoramos Mendoza e, como chegamos cedo, tivemos tempo para fazer um City Tour com visita a Parques e Vinícolas.

O tempo para escrever está curto, e a melhor hora é de manhã cedinho antes de saírmos para a estrada com as nossas princesas e rainhas na garupa!!

Como esperado, o grande problema foi passar a fronteira com o Chile, pois estavam em greve… Trabalhavam meia hora e paravam uma !!!  Quilometros de fila… Com muita diplomacia furamos a fila, no típico jeitinho brasileiro… As nossas rainhas conseguiram los papeles, o Betão e Geraldo gastaram o maior espanhol com los hermanos, e deu tudo certo para nós e as motos, nossas princesas !!!

Atravessando a Cordilheira de motocicleta

Atravessando a Cordilheira de motocicleta

Atravessando a Cordilheira dos Andes

O problema foi o Zoom… De novo !!!  Desta vez ele estava com o passaporte, que chegou via correio quando estávamos em Mendoza… Como  passamos antes que o casal Zoom, que estavam com a Land Rover na fila, combinamos esperá-los  em Portillo, uma belíssima estação de esqui que fica alguns quilômetros à frente !!! Ainda bem que eles demoraram…

Lago congelado em Portillo

Azar de uns, suerte de los  motociclistas… Pois almocamos no maravilhoso Hotel Portillo sentados em uma mesa com magnífica vista para o lago Portillo que estáva congelado e rodeado por imponentes montanhas com as encostas cobertas de neve!!!  Obrigado Zoom !!!

Todos rumo ao Chile, só falta o Zoom e a Lu na foto!Na falta de Parrilada, o Betao saboreou um belo espaguete com molho de Salmão defumado!!! Acho que no Chile o cardápio vai mudar um pouco !!! Tô loquinho pra comer a tal centopéia…. ou será centóia…. Sei lá, quem sabe eu conseguirei comer hoje à noite em Pucón !!!

Após o almoço o Betão voltou até a fronteira do Chile com a Argentina para ver onde o Zoom estava, e o encontrou ainda na fila de carros. Então resolvemos seguir viagem somente com as motocicletas, mas deixamos o Zoom na Land Rover  municiado com os mapas para que ele conseguisse chegar a Rancágua, nossa próxima parada para pernoite.

Los Caracoles

Los Caracoles

Pegamos nossas motos e continuamos a viagem. Descemos o famoso Los Caracoles, uma impressionante sequencia de curvas na descida da Cordilheira dos Andes no lado chileno.  Haviam muitas reformas sendo feitas nas estradas Chilenas, mas assim mesmo chegamos ao nosso hotel em Rancágua com a luz do dia… Hotel finíssimo, cama deliciosa, pisco no jantar quando  finalmente o Geraldo e eu conseguimos tomar a tão aguardada cerveja Patagônia…. O Zoom chegou quase junto conosco… A Lu quase morrendo de cansaço, mas deu tudo certo.

Nossas princesas, isto é, nossas motocicletas,  até agora se comportaram muito bem na estrada…Tivemos apenas algumas perfumarias fáceis de sanar:  o pézinho da moto do Betão soltou após bater em uma pedra na estrada e um fusível da minha moto queimou, depois de um curto-circuito ao tentar carregar a bateria do meu celular para falar com o Zoom, enquanto ele estava na fila da alfandega no topo da Cordilheira dos Andes…. Ambos os problemas foram solucionados rápidamente pelos nossos mecânicos de plantão: Betão e Geraldo !!!

Vou parando por aqui, pois a bela cidade chilena de Pucón nos espera… Já está na hora de pegar a estrada!  Mais 600 quilômetros  hoje, com previsão de chuva !!

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Texto: PHD Folegatti

Patagônia 2009: Rosário a Villa Mercedes

Índice de posts da viagem Patagônia 2009

Zoom dando uma forcinha para o Betão

Zoom dando uma forcinha para o Betão

Ficamos 2 dias em Rosário, foi o suficiente  para relaxarmos um pouco e as nossas rainhas fazerem compras…  Além de muita risada, pois o astral do grupo está sensacional, a cidade é linda, o povo é muito carinhoso, se come bem e barato! O Betão só quer saber da parrilla, até no café da manhã ! O Zoom tem que comer de hora em hora senão desmaia, o Geraldo é magro de ruindade porque come pra caramba e meu regime já foi para o espaço !  Se não fossem nossas rainhas que querem comprar tudo, estaríamos perdidos, ah, ah, ah… Daqui a pouco saímos para Villa Mercedes !  Tempo está ótimo, céu de brigadeiro ! Que Deus nos acompanhe em mais esse dia maravilhoso que está para começar !!!!

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Texto: PHD Folegatti

Patagônia 2009, o início de tudo

Indice de posts da viagem Patagônia 2009

Rumo ao Chile....

De novo, rumo ao Chile….

Deveria ser um sábado como tantos outros, passeávamos de motocicleta. Todavia, durante o almoço concitei meu Irmão Harleiro PHD Betão para que fizéssemos uma nova viagem até o Chile, por roteiro diferente. Sentido mais ao Sul.  Naquele mesmo instante, nosso Irmão Betão, convidou o nosso Irmão Harleiro PHD Folegatti para a referida façanha, sem que soubéssemos ao certo o que faríamos.

Naquela ocasião foi dado o início do que agora estamos prestes a concretizar, uma viagem à Patagônia.  No ano anterior (2008) estivemos em Viña del Mar e Santiago de Chile. Com isso tínhamos atravessado o continente. Do Atlântico ao Pacífico. Mas, desta vez queríamos muito mais. Pretendíamos descer a cordilheira Chilena até o sul.

A semente estava plantada. Os dias foram transcorrendo calmamente, o projeto foi tomando a sua forma.  Foi aí que o nosso irmão Harleiro Zoom veio integrar o grupo. A essa altura éramos quatro Irmãos, eu (PHD Cabanas), PHD Betão, PHD Folegatti e o Zoom, todos acompanhados das nossas Rainhas: Solange, Marli, Gláucia e Luciana.

Bem, a partir daí, muitas conversas foram trocadas, como havia tempo significativo contávamos os meses.  Logo passamos a contar as semanas, os dias e em breve as horas e os minutos.  É uma estranha sensação, na medida em que o tempo ia se esgotando, na proporção inversa, a nossa adrenalina ia aumentando. O sangue ferve nas veias, a pulsação aumenta, e com isso a ansiedade de estar na estrada montado nas nossas princesas trazendo na garupa as nossas Rainhas. A brisa tocando os nossos rostos, o ronco do motor como melodia aos nossos ouvidos e o asfalto passando sob os nossos olhos. No horizonte, o futuro se aproximando.  No retrovisor o passado, deixando para trás o percurso já percorrido.

Fizemos reuniões para traçar estratégias, na qual pudemos constatar a euforia dos que participariam da Expedição à Patagônia, oportunidade em que pudemos, infelizmente, constatar a desolação nos olhos daqueles que por algum motivo gostariam de nos acompanhar, mas, não poderiam participar da aventura.  A última reunião transcorrera num clima misto de euforia e ansiedade, uma vez que ao mesmo tempo em que faltavam apenas seis dias para iniciarmos a viagem seriam seis dias intermináveis, que passariam mais lentamente do que gostaríamos.  Logo passamos a contar as horas e os minutos para que a nossa jornada de 26 dias de estrada se iniciasse. O trajeto promete, com locais e vistas deslumbrantes. Enfim, estávamos prontos para transformar o nosso sonho em realidade.

A quinta-feira, véspera da nossa viagem, amanheceu chovendo. Durante o dia e à noite os nossos Irmãos que não estariam conosco nos desejaram uma boa viagem.  Nem mesmo o mal tempo que assolou o sul do País arrefeceu os nossos ânimos.

Enfim, na data aprazada estávamos prontos.  Hoje, o dia amanheceu radiante, prometendo muito sol.  As malas já estão devidamente acomodadas, pilotos e as Rainhas devidamente paramentados, as princesas com os motores rugindo, produzindo uma maravilhosa melodia aos nossos ouvidos, propiciando enorme prazer e sensação de bem-estar.  Agora temos de partir. Já é hora transformar os nossos sonhos em realidade.  Sonhar é viver. Viver é concretizar os nossos sonhos em realidade, para que fique indelevelmente registrada em nossas memórias, a maravilhosa experiência vivida.  Gostaria de continuar escrevendo para melhor detalhar a expediência a ser efetivada, mas, o dever nos chama. Quero dizer: o prazer de pilotar as nossas princesas pelas estradas da Patagônia nos chama!
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Texto: PHD Cabanas (Geraldo)

Viagem de moto à Patagônia 2009

Acompanhe os Posts sobre a Viagem

Veja outras viagens do HOG Campinas
Patagônia 2009: Depoimento final do Geraldo !!
Patagônia 2009: Depoimento final do Betão !!
Patagônia 2009: Depoimento final do Folegatti !!
Paragônia 2009: Após 10.300 km, em casa!
Patagônia 2009: Chegando em terras brasileiras
Patagônia 2009: Rumo à Casapueblo no Uruguai
Patagônia 2009: O pneu furado em Rio Colorado
Patagônia 2009: A fauna da Península Valdez
Patagônia 2009: Rumo a Puerto Madryn
Patagônia 2009: Esquel e Parque Los Alerces
Patagônia 2009: San Carlos de Bariloche
Patagônia 2009: Chegando em Bariloche de Harley
Patagônia 2009: Homenagem às nossas Rainhas
Patagônia 2009: Os Vulcões do Chile
Patagônia 2009: nos Andes de Land Rover
Patagônia 2009: Travessia da Cordilheira dos Andes
Patagônia 2009: Rosário a Villa Mercedes
Patagônia 2009: União da Vitória a Rosário/AR
Patagônia 2009: Campinas a União da Vitória
Patagônia 2009, o início de tudo

Na próxima sexta-feira dia 16 de outubro,  começa a aventura do PHD Betão, PHD Cabanas (Geraldo), PHD Folegatti, do Zoom e  respectivas esposas Marli, Solange, Gláucia e Luciana, todos íntegrantes do HOG Chapter Campinas, rumo à Patagônia  seguindo um plano de viagem que inclui a região dos Vulcões Chilenos.

O grupo entrará na Argentina em São Borja (Santo Tomé/AR)  e rumará para o Chile, cruzando a Cordilheira dos Andes na altura de Santiago, continuando a viagem descendo o território Chileno até  Puerto Mount, cortanto a região dos Vulcões e lagos. O grupo cruzará novamente a Cordilheira na direção de Bariloche, rumando para a Península Valdez (Puerto Madryn) já no litoral do oceano Atlantico  e retornam para Buenos Aires, passando em Bahia Blanca e Mar del Plata.

Trajeto da Viagem de moto à Patagônia - Out/Nov 2009

Trajeto da Viagem de moto à Patagônia – Out/Nov 2009

A viagem continua de balsa até Colônia del Sacramento, Montevideo e Punta del Este no Uruguai. Finalmente retornam ao Brasil, passando por Porto Alegre e rumando pela BR101 até Joinvile/SC onde fazem o último pernoite  antes do trecho final da viagem rumo a Campinas/Limeira/Salto.

A viagem terá um trajeto total de 10.300 km, rodados em 26 dias. O grupo irá em 4 motocicletas Harley-Davidson modelo Elektra e serão acompanhados por um carro de apoio guiado pela Luciana.

Desejamos uma excelente viagem para os nossos 8 amigos aventureiros e que o Anjo da Guarda os acompanhem por todo o trajeto. Vamos  disponibilizar neste Blog, todo o material enviado pelos integrantes do grupo durante a viagem, tais como relatos, textos, notícias, fotos, imagens, etc. Portanto, sugerimos que consultem regularmente os posts deste Blog  para seguirem a aventuras do grupo na viagem à Patagônia!

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Texto: PHD José Maria

A Patagônia nos aguarda!!

Neve na estrada de Winter Park/CO - EUA

Neve na estrada de Winter Park/CO – EUA

Olho para fora e vejo que o chão ainda está molhado.  Durante o dia choveu levemente e a temperatura baixou um pouquinho.  Suportável, mesmo sem muito agasalho.  Isso me faz lembrar o dia 16 de setembro de 2007 quando a equipe de aventureiros: Betão, na direção da Van, comigo de carona. Zé Maria e Toninho na pilotagem das Harleys, chegávamos em Winter Park no Colorado/EUA, numa tarde chuvosa.  Inclusive com granizo.  Altas emoções nas curvas geladas das montanhas do Rocky Mountain National Park.

No dia seguinte quando deixamos Winter Park rumo a Denver, eu saí pilotando a Electra, juntamente com Toninho e, é claro, com as nossas “queridas” na garupa.  Logo na saída, a chuva voltou a cair e logo mais adiante começou a cair “neve”, exatamente quando a temperatura se igualou a zero graus no topo da montanha.  Imaginem pilotar uma Electra na Neve.  É muita emoção.  Foi uma experiência indescritível, somente vivenciando-a é possível entendê-la.

Pois bem, estamos exatamente há uma semana da nossa partida, rumo à Patagônia. . . . Na próxima sexta-feira dia 16 de outubro de 2009, saímos em nossas motocicletas Harley-Davidson eu e a Solange, o Betão/Marli, o Folegatti/Gláucia e o Zoom/Luciana com destino a Santiago do Chile, Puerto Mount, Bariloche, Puerto Madryn e Buenos Aires. Esperamos curtir esta viagem tanto quanto curtimos a do ano passado para o Chile!

Camiseta do Volney

Camiseta do Volney

Hoje, na Loja Harley-Davidson de Campinas encontrei um irmão Harleyro, o Volney de Curitibanos/SC, que fez uma viagem para o Chile parecida com a nossa no ano passado, acompanhado da esposa.  Ele caprichou, fez uma camiseta com o roteiro, estampou a foto do casal e mandou bordar o nome. Ficou muito bacana!

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Texto: Geraldo

Mais que uma Aventura (de moto rumo ao Chile)

Antes da viagem escutávamos de todos: As esposas irão de avião? Vocês irão com elas na garupa? Planejam carro de apoio? Esclarecíamos que os planos da nossa aventura eram seis casais sozinhos em suas motos Harley-Davidson, acompanhados apenas do nosso Anjo da Guarda, todos rumo a Santiago do Chile, cruzando as geleiras dos Andes num trajeto de mais 8 mil km.

Desde o nosso regresso, em novembro de 2008, eu queria escrever um artigo sobre a minha motivação para a realização da aventura. Contar o que antecedeu a viagem, as dificuldades, as inúmeras reuniões de planejamento quando analisávamos o percurso, as condições climáticas, temperaturas, distâncias, etc.

Confesso que temi pelo pior, primeiramente que algum imprevisto profissional urgente pudesse desfalcar o grupo. Mais tarde, quando nossa partida estava iminente, pensava nos desafios que iríamos deparar e me consolava de antemão para o caso de ocorrer a desistência de algum colega no meio da viagem por problemas com a motocicleta ou de saúde! Estabelecemos um pacto para as emergências: caso ocorressem imprevistos, todos se solidarizavam esperando chegar ajuda. Quando isso ocorresse, o grupo continuaria a aventura desfalcado.

Por mais que eu me esforçasse, eu não conseguia tempo para me dedicar aos preparativos da viagem da forma como eu julgava necessário, tendo em vista a envergadura da aventura! Vivia um momento muito produtivo no trabalho, estava comemorando o record de receita da empresa em 2008, resultado final dos nossos esforços para superar a crise de 2002 que quase inviabilizou a empresa. Estava muito atarefado, com acúmulo de atividades, pressão por resultados e conseqüente diminuição nas horas de sono e uma redução no tempo dedicado ao lazer.

Creio que na vida competitiva atual, quando estabelecemos objetivo de arrumar tempo para o lazer, às vezes pode soar como um pecado mortal. Somos compelidos a correr para “aproveitar” o tempo produtivamente, e com isso “aquele sonho” de realizarmos um determinado tipo de lazer fica proibido, se torna um sonho distante, uma utopia! Com o passar do tempo, nossa dedicação demasiada ao trabalho pode se tornar parte de nós mesmos e esquecermos como é bom e saudável nos divertir no nosso tempo livre.

DSC03845aInfelizmente, muitos se dão conta disso apenas quando já estão tomados por sentimentos de stress, dores, ansiedade, ou até inviabilizados com alguma doença. Nestas pessoas, esses desequilíbrios podem acarretar sintomas que são sinais de que o estado emocional está comprometido, as energias vitais estão sendo canalizadas de modo errado ou bloqueadas. Por isso é importante que restabeleçamos contato com a nossa totalidade, a nossa verdadeira fonte de energia…darmos uma pausa para fazer algo que realmente faça diferença para o nosso ser!

Para mim, tinha que ser algo que fizesse diferença nas férias que se aproximavam…Um desejo que estava escondido dentro de mim a muito tempo. Sabia que para realizá-lo, quanto mais o tempo passasse mais ele ficaria distante, pois a necessidade de superar nossos limites na aventura era incompatível com o avançar da idade!

Foi por isso, que depois de muito esperar, depois de um período extremamente produtivo no trabalho, com muito stress acumulado, coloquei a bagagem na motocicleta, minha esposa na garupa, e junto com amigos partimos para a aventura no Chile…

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Texto: José Maria
Imagens: Integrantes da Viagem
Viagem ao Chile, em Novembro de 2008, feita por integrantes do HOG Campinas