Estilo de Vida

Reflexos de Gonçalves

Já faz algum tempo que queríamos conhecer Gonçalves em Minas Gerais. Embora a cidade seja pequena, com pouco mais de 4 mil habitantes, possui uma área rural repleta de atrativos para o turista. São inúmeras cachoeiras de águas cristalinas e de fácil acesso, como a cachoeira do Simão e a cachoeira das sete quedas, uma das mais bonitas da cidade.

Escondida na Serra da Mantiqueira em Minas Gerais, a pequena cidade possui uma desenvolvida rede Gourmet e Hoteleira, com inúmeras aconchegantes pousadas e restaurantes com uma diversificada gastronomia. O visitante tem que visitar os pequenos bairros/lugarejos ao redor da cidade para conhecer alguns dos restaurantes e atrações turísticas além de conhecer pessoas simples e acolhedoras da região.

Na cidade uma opção é o restaurante Janelas com Tramelas e na zona rural o restaurante da Vilma, localizado no Bairro dos Venâncios, com comida típica mineira no fogão à lenha. Para quem gosta de curtir a noite, as opções são o Janelas com Tramelas que tem uma boa música ao vivo e o charmoso bar Porto do Céu com MPB de qualidade e deliciosos pratos. A cidade possui também muitos ateliers e lojinhas de artesanato, com arte feita com material de reciclagem e coisas antigas.

Restaurante Janelas com Tramelas
Rua Cel. João Viêira, 65, Gonçalves – MG
Telefone: (35) 3654-1279

Restaurante da Vilma
Bairro dos Venancios, Gonçalves – MG
Telefone: (35) 99837-0896

_________________________________________________________________________
Texto: José Maria

Um pouco de motivação!

O que você quer ser quando crescer?

Use filtro solar (sunscreen)

On ou Off? De que lado você está?

Viver Mais a Vida: 3 anos na estrada com 100 Mil visitas de amigos!

Neste mês de maio estamos alcançando em nosso Blog a marca de 100.000 visitas feitas nos  3 anos de existência do Blog. Para comemorar, resumimos abaixo alguns dos melhores posts do Blog!

Loja Tennessee Campinas Harley DavidsonNova Loja Harley Campinas – Abril/2011

Este é o artigo com mais visitas de todo o Blog, com uma marca de 6 mil acessos desde abril de 2011! Veja o emocionante Vídeo feito no dia da inauguração da Loja Tennesse Campinas Harley Davidson, quando os integrantes do HOG Campinas saíram em suas motos, em enorme comboio, até a loja em Sousas, Campinas!

Fazendo arte em inhotim Fazendo Arte em Inhotim – Maio/2013

Dicas, relatos e fotos da visita feita pelo casal José Maria e Imaculada em maio/2013 no Centro de Arte Contemporânea Inhotim na cidade de Brumadinho/MG próximo a Belo Horizonte. São dadas dicas de como visitar Inhotim, como otimizar a visita de forma que ela possa ser feita em 2 dias, dicas de hoteis, pousadas e restaurantes.

Viagem de Harley pelo Canadá – Junho de 2012

Dicas, relatos e fotos da viagem de moto que 5 casais, integrantes do PHD e do Tennessee Campinas HOG Chapter, fizeram em Junho de 20012 pelos Parques e Lagos das Montanhas Rochosas Canadenses passando pela Icefields Parkway, Lake Louise, Banff, Jasper, Victoria e Vancouver.

Viagem de moto ao Atacama – Abril de 2011

Dicas, relatos e fotos  da viagem de moto que 3 casais, integrantes do PHD e do Tennessee Campinas HOG Chapter, fizeram em abril de 20011 até o deserto do Atacama passando pelo altiplano da Cordilheira dos Andes, descendo a costa clilena até Santiago e retornando ao Brasil via Mendoza.

Viagem de moto à Patagônia – Outubro de 2009

Dicas, relatos e fotos da viagem de moto que 4 casais, integrantes do PHD e do HOG Chapter Campinas, fizeram em outubro e novembro de 2009 até o sul do Chile passando pela Cordilheira dos Andes, região dos Vulcões e Lagos Andinos, retornando por Bariloche e Buenos Aires.

Viagem ao Chile de Harley-Davidson – Novembro de 2008

Dicas, relatos e fotos da viagem que 6 casais, integrantes do PHD e do HOG Chapter Campinas, fizeram em motocicletas Harley Davidson até Santiago do Chile, cruzando a Cordilheira dos Andes e retornando por Mendoza, Buenos Aires, Montevideo e Punta del Este.

EUA Western Frontier Journey – Setembro de 2007

Dicas, relatos e fotos da viagem que 4 casais, integrantes do PHD e do HOG Chapter Campinas, fizeram de moto pelo Oeste americano, visitando o Yellowstone National Park, o Devil´s Tower Monument, o Mount Rushmore, o Rocky Mountain National Park e diversas cidades dos EUA.

Harley Davidson Route 66 Journey – Maio de 2006

Dicas, relatos e fotos da viagem que 5 casais, integrantes do PHD e do HOG Chapter Campinas, fizeram de moto pela Rota 66 passando pelos estados da California, Nevada, Utah e Arizona. Visitando o Zion National Park, o Grand Canyon National Park e o Lake Powell.

Beatnicks Road Bar: um local para pessoas especiais!

Beatnicks Road BarBeatnicks foi um movimento sócio-cultural que defendeu, nas décadas de 50 e 60,  um estilo de vida anti-materialista  e influenciou artistas e personalidades como James Dean e The Beatles, entre outros. O Beatniks influenciou inúmeros outros movimentos, como por exemplo o movimento hippie.

No dia 01/07/2011 foi inaugurado o bar  Beatniks Road Bar em São Carlos. Com uma temática totalmente baseada em motocicletas vintage, o local é agradável e bem decorado, agradando os  fãs de Harley Davidson e  motociclistas em geral. Podemos definir o Beatnicks Road Bar, como um local especial para pessoas especiais…É mais que um bar, é um local para pessoas com estilo de vida!

Neste sábado planejamos um  passeio Bate-e-Volta  do Tennesse Campinas H.O.G. Chapter ao Beatnicks! Estivemos no local em 27/08/2011, mas como o pessoal gostou muito resolvemos retornar!

hamburguerO cardápio é formado por um genuíno mix  de pratos ao estilo American Food, com diversos tipos de Hamburguer e pratos com nomes temáticos entre os quais, o Easyrider (File de Tilápia com Corn Flakes, coberto com camarões e queijos finos, servido com arroz pilai), o Malboro Man e Harley Davidson (tenro steak de 250 gr coberto como molho madeira e cogumelos, servido com batatas fritas e vegetais ao vapor) e o Diários de Motocicleta (clássico T-Bone americano com 340 gr de carne, servido com molho pineapple Jack daniels e batata fita).

Recomendamos aos amantes de motocicletas um passeio de moto até São Carlos com um almoço temático no Beatnicks!!!

Beatnicks Road Bar
Rua Miguel João, 1100, São carlos – SP
Tel. (16) 3412.6742
________________________________________________________
Texto: José Maria

Viva mais a Vida!

O nosso organismo tem capacidade limitada de reagir às diversas ameaças que nos apresentam em nossas vidas, sejam ameaças reais ou apenas interpretadas pelo organismo como tal. Um exemplo comum de ameaça é o estado provocado ao nosso organismo pelos nossos medos.

Devemos entender como medo, toda ameaça real ou não, que é interpretada pelo organismo como um risco eminente. Existem também alguns medos muito comuns que às vezes se confundem com uma característica da pessoa. Portanto, as características de uma pessoa, suas emoções e o seu modo de ser podem dar muita informação sobre seus medos.

As emoções nos dizem o que nos afeta e se a ignorarmos podemos estar propagando as ameaças associadas e deixando a situação piorar indefinidamente, até transformar-se em algo muito mais sério. Emoções e sentimentos reprimidos podem acabar gerando inúmeras doenças que somatizam em nosso organismo. Um poderoso remédio e também uma excelente terapia para este mal é ter uma pessoa amiga com quem possamos desabafar e partilhar o que nos aflige.

Outro grande foco de medo é a necessidade de se fazer escolhas em nossas vidas, pois envolve o medo de errar ou medo de perder o que se ganharia caso a escolha fosse outra. Não gostamos de errar porque temos medo da avaliação negativa dos outros e de nós mesmos. Entretanto, errar é humano e quem não erra não aprende! Estamos a todo momento fazendo escolhas. A cada dia perdemos um dia de nossas vidas, bem ou mal vivido! Toda escolha que fazemos ou fazem por nós envolve perdas.

As pessoas pessimistas também costumam ter um belo disfarce para os seus medos. Estas pessoas, muitas vezes, não têm auto-confiança suficiente para acreditar que podem encontrar saídas e escondem-se atrás do sentimento de que tudo vai dar errado. Com isto são “recompensadas” por não terem que tomar atitudes que são incapazes de tomar. Os pessimistas devem mudar a sua atitude diante da vida, assumindo a responsabilidade pela própria vida e indo atrás de mais auto-confiança.

Devemos também nos aceitar como somos! A falta de auto-estima nos faz algozes de nós mesmos, sabotando nossas vidas e as possibilidades de sucesso e felicidade. Ao aceitarmos nossa própria condição, podemos aproveitar nossas qualidades e identificar nossos pontos de melhoria e com isso nos tornar pessoas cada vez melhores e mais realizadas.

Por último, teremos mais saúde quando cultivarmos mais relacionamentos saudáveis. Devemos manter o hábito de nos comunicar com as pessoas, tantos as que nos identificamos como as que não temos afinidades. Podemos aprender muito com as diferenças! Devemos manter o coração aberto para ouvir e compreender e termos tolerância para aceitar as diferenças. Estas atitudes levam à saúde física e psíquica pois constroem amizades verdadeiras e vínculos afetivos recompensadores, trazendo estabilidade, segurança e paz interior, levando à criação de um ambiente propício para o bem-estar e felicidade. Possibilitando vivermos mais as nossas vidas!
_________________________________________________________________________Texto: Imaculada

Rally Dakar 2010: Argentina e Chile

Eu e a Imaculada estamos em viagem de turismo por Buenos Aires e região desde o dia 28/12/2009.

Hoje  tivemos a oportunidade de fazer um programa diferente: acompanhamos a largada do Rally Dakar, que está sendo realizado pela segunda vez consecutiva na América do Sul, devido a problemas de segurança com os carros e  pilotos no Rally Paris-Dakar nos desertos do norte da África.

O cerimonial com a partidas dos 361 participantes do Rally foi na Praça da República, em frente ao Obelisco, em Buenos Aires.

Uma  multidão muito animada de cerca de 250 mil pessoas, na qual estávamos  eu e a Imaculada,  prestigiaram a abertura do evento.

Foram colocados cordões de isolamento  em  mais de 6 quilometros das Avenidas 9 de Julho, Calle Mitre  e Avenida de Mayo por onde as motos, quadricíclos, carros e Caminhões desfilaram após a largada oficial.

O piloto  argentino Javier Pizzolito foi a primeira vítima do Rally, com o fogo que se alastrou em sua moto antes da sua partida oficial.

Moto do piloto Javier Pizzolito

O Rally será realizado no período de  1 a 17 de janeiro, e terá 15 etapas nos territórios argentino e chileno, totalizando cerca de  9 mil quilômetros  incluindo o cruzamento das geladas montanhas da Cordilheira dos Andes por estrada de terra e o Deserto do Atacama com suas gigantescas dunas.

Sao as seguintes as etapas do Rally Dakar:

02/01: Buenos Aires – Córdoba (ARG)
03/01: Córdoba – La Rioja
04/01: La Rioja – Fiambalá
05/01: Fiambalá – Copiapo (CHI)
06/01: Copiapo – Antofagasta
07/01: Antofagasta – Iquique
08/01: Iquique – Antofagasta
09/01: Reposo
10/01: Antofagasta – Copiapo
11/01: Copiapo – La Serena
12/01: La Serena – Santiago
13/01: Santiago – San Juan (ARG)
14/01: San Juan – San Rafael
15/01: San Rafael – Santa Rosa
16/01: Santa Rosa – Buenos Aires

O total de 361 participantes estao divididos nas seguintes classes de veículos:

Largada das motocicletas

160 Motocicletas, com a participação de seis pilotos brasileiros:

Rodolpho Mattheis,
Carlos Ambrosio,
Bernardo Bonjean,
Tiago Fantozzi,
Vicente De Benedictis Neto e
Antonio Sequeira.

11 Quadricíclos, com a participação de apenas um piloto brasileiro, Carlo Giovanni  Collet Júnior.

 

140 Carros, com a participação de 8 equipes brasileiras:

  • Mauricio Jose Neves/ Clecio Maestrelli,
  • Jean de Azevedo/ Youssef Haddad,
  • Guilherme Spinelli/ FilipePalmeiro,
  • Klever Kolberg/ Giovanni Godoi,
  • Julio Bonache/ Lourival Roldan,
  • Reinaldo Marques Varela/ Erley Ayala,
  • Sven Fischer/ Joao Stal e
  • Sergio  Williams/ Rodrigo Konig.

O carro do piloto paulista Klever Kolberg  será o primeiro veículo na história do Rally Dakar a competir usando o etanol como combustível, seu carro é  um Mitsubishi Pajero Sport Flex com um tanque de combustível adaptado para uma capacidade de 570 litros.

50 Caminhões, com a participação apenas da equipe brasileira André  de Azevedo/ Maykel Justo.

Largada dos Carros

Largada dos Caminhões

Desfile pelas Avenidas após a largada oficial


Texto: José Maria 

Duplas sobre duas rodas

Casal do Cambuí, ao lado de Outros cinco, percorrerá 8 mil quilômetros em motocicletas

A vida de Zé maria e Maria Imaculada é movida a roncos. Não os dos humanos, mas os de uma preciosidade que o engenheiro guarda no condomínio onde mora, na Coronel Quirino. Para conhecê-la, é preciso pedir permissão ao casal e, num solavanco só, tirar a capa contra poeira que cobre a motocicleta. Nem é preciso observar muito para chegar a conclusão que trata-se de uma Harley-Davidson. Ainda não foi batizada e seus donos a chamam pelo modelo, Heritage, de 1.600 cilindradas. O zelo pelo qual Zé e Imaculada  cuidam da moto se assemelha ao oferecido a um filho. É por essas e outras que, como dois pais corujas em um dia de apresentação do filho na escola, o casal está ansioso com a primeira viagem internacional da moto. Ao lado de mais cinco casais e suas respectivas Harleys, o trio cairá na estrada entre outubro e novembro. E o destino final ? Chile.

Reportagem no Jornal do Cambuí de 17/10/2008

Reportagem no Jornal do Cambuí de 17/10/2008

Antes de conhecer o roteiro da viagem, é necessário descobrir de onde vem a amizade entre Zé maria e Imaculada, com Jeff e Maria Helena, Hélio e Cristiana, de Campinas, e Betão e Marli, de Limeira, e Gera e Solange, e Marcão e Beth, de Salto. Os aventureiros trombaram com suas motocicletas pela primeira vez num sábado na concessionária da Harley-Davidson na Moraes Sales, ponto de encontro do HOG (Harley Owners Group), de Campinas. Zé Maria, que afiliou-se à turma em 2001, quando adquiriu sua primeira Harley, adianta-se para contar um pouco do grupo. “Aos finais de semana, todos os proprietários dessas motocicletas se reúnem. Depois de um café da manhã, saímos a passeio”. Na lista de cidade que ouvem os roncos das motos estão Piracicaba, Serra Negra e Atibaia. “No final da tarde, voltamos”.

O grupo campineiro no total, arrisca o número, é composto por mais de 200 pessoas, mas nem todos são assíduos como o sexteto da motocicleta. Há ainda viagens mais longas aos encontros nacionais do HOG Brasil, realizados duas vezes por ano em cidades turísticas. E, para não perder o costume, os seis casais são figurinhas carimbadas. Já passaram por Búzios, Angra dos Reis, Campos do Jordão, Bonito além de Araxá e Tiradentes.

“Foi assim que fortalecemos a nossa amizade”. Também, não é para menos, já que todos do sexteto da motocicleta dividem gostos iguais. Não só a paixão por duas rodas, como também a por comidas, músicas e estilo de vida um tanto parecidos. Outro aspecto importante, que cabe a Betão contá-lo: “Todos nós ou somos  quarentões ou cinquentões”, brinca o aventureiro, de 54 anos, arquiteto quando não está montado em uma de suas duas possantes (tem uma Elektra e outra Heritage).

Com o intuito de despistar a ansiedade com relação à viagem do Chile, Zé Maria abre um album com fotos e lembranças da viagem de parte do sexteto aos Estados Unidos. Em 2006, depois de alugar as motocicletas em Las Vegas, o grupo partiu rumo a Barstow numa viagem de 1.600 quilômetros, feita em 7 dias. “Fizemos parte da famosa Rota 66, além disso passamos por cidades fantasmas, como Oatman e Calico, e paramos no Bagdad Cafe, em Newsberry Springs, cenário do filme de mesmo nome”. Já em 2007, quatro deles, em 13 dias, viajaram 3.500 quilômetros. De paisagem, puderam comtemplar as do Yellowstone National Park e parte das Montanhas Rochosas. “Não pegamos tanta neve”, diz, um pouco frustrado. Das duas vezes, ao contrário da viagem ao Chile, foram escoltados por um carro de apoio. “Sempre pilotado por um dos casais”, frisa.

Eles partem amanhã para Santiago

Sexteto da motocicleta levará poucas roupas: primeira parada será Guarapuava

Sexteto da motocicleta levará poucas roupas: primeira parada será Guarapuava

Na mala de viagem, poucas  mudas de roupa. No máximo, duas calças, além da do corpo de couro, peças íntimas, um par de camisetas e tratando-se de um percurso como esse, um agasalho reforçado. “esse vai no corpo, mesmo”, explica Maria Imaculada. A mala, que está mais para uma trouxa, nem parece que será usada durante 23 dias, num trajeto de quase 8 mil quilômetros. “Nas paradas, vamos aproveitar para lavá-las”, adianta Marli, esposa de Betão, conta uma tática que emprega nas expedições. “Levamos poucas roupas porque no caminho compramos novas”. Mas não são apenas as mulheres que reclamam, os homens também se queixam da economia de vestuário. “Como não vamos ter o carro de apoio, em que podíamos colocar a roupa desejada, será uma das maiores dificuldades”, avalia Betão. A aventura, que começará amanhã (18) logo pela manhã, terá como primeira parada Guarapuava, no Paraná (ao todo serão 600 quilômetros). A média de trajeto percorrido por dia ficará entre 124  e  740 quilômetros. O que não intimida o sexteto da motocicleta. “O maravilhoso não é chegar na cidade, mas pilotar 12 horas uma Harley e conhecer novas culturas e comidas diferentes”, conta Betão. O percurso, traçado a meses, contemplará Santa Fé, Mendoza (“passaremos pela região de rios e vinícolas”). Viña del Mar, Santiago, entre outras. Mesmo com tanta fartura de paisagem, uma em especial é a mais aguardada pelos casais – a travessia pela Cordilheira dos Andes. “Estaremos no pé do Aconcágua. Imagine só a emoção. Estamos contando com o gelo”.

Máquinas maravilhosas

No comando: cada vez mais as mulheres deixam a garupa para pilotar suas próprias motocicletas. Mas ainda há quem se admire com isso

A Psicóloga Maria Imaculada e sua Harley Davidson Deuce: prazer

A Psicóloga Maria Imaculada e sua Harley Davidson Deuce: prazer

Quem ouve o ronco de uma moto turbinada já imagina um marmanjão com cara de mal, vestido de couro dos pés a cabeça. O estereótipo existe, mas não representa a diversidade de tipos e estilos da turma que mantém uma intensa relação de amor com as motocicletas. Apesar de os homens dominarem em número a trupe de apaixonados, muitas mulheres têm deixado a garupa para assumir a posição de piloto. “Lugar da mulher é no comando do guidom”, sentencia a jornalista Elisa Vitachi.

Seja conduzindo as pequenas FYM de 150 cilindradas ou as caríssimas e corpulentas Harley Davidson, as mulheres conquistam mais espaço sobre duas rodas a cada dia. Mesmo assim, há quem se admire quando elas passam no comando de suas máquinas, observa a faturista Ana Carolina Gardini.

As motociclistas não negam que provocar olhares é uma tremenda massagem no ego. Porém, não querem para si a fama de peruas motorizadas e muito menos de barbeiras. Algumas, ainda novatas, planejam dominar outros itens além do ponteiro do tanque de combustível. “Eu não entendo de mecânica, mas sei o que cada indicador no painel de instrumentos mostra”, avisa a psicóloga Maria Imaculada Carvalho. Elisa também não fica na mão quando a máquina apresenta problema. “Apesar de não ser mecânica, procuro entender o funcionamento da minha moto”, afirma.

A consultora Cristiane Fernandes: uma Honda Falcon 400 para passear

A consultora Cristiane Fernandes: uma Honda Falcon 400 para passear

Com o motor girando e com o domínio pleno do painel de instrumentos, é hora de as beldades pegarem a estrada. A sensação de liberdade que uma motocicleta proporciona é o que mais fascina e cativa as novas fãs. “Quando se viaja de moto, você deixa de ser espectador e se torna parte da paisagem”, descreve a consultora de beleza Cristiane Fernandes.

A rotina de ir ao trabalho, ao shopping ou até mesmo às baladas sobre uma moto desperta sensações. “A noção de liberdade é indescritível”, afirma Elisa. A jornalista costuma encontrar as amigas motociclistas no Cambuí. “É engraçado chegar de moto em um bar. Todo mundo olha, principalmente os meninos.”

Utilizar a moto no trânsito pesado da cidade envolve outras questões. Praticidade e economia são algumas. “Minha moto faz 40 quilômetros por litro, é muito econômica”, diz Ana Carolina. A faturista aproveita o baixo consumo de combustível para curtir alguns recantos da cidade com o namorado. “Outro dia, fomos ao observatório, no Pico das Cabras, em Joaquim Egídio, e a moto consumiu apenas dois litros”, comemora.

Nas ruas ou nas estradas, com o vento batendo no rosto, as mulheres estão descobrindo por inteiro um prazer que até bem pouco tempo só desfrutavam em parte, como coadjuvantes. “Gosto de viajar na garupa da moto do meu marido porque somos muito unidos, mas pilotar é uma sensação maravilhosa”, resume a psicóloga Maria Imaculada.

Amor, meu grande amor

Elvira, apelido de uma Suzuki Intruder 125, é considerada como melhor amiga por sua dona, a jornalista Elisa Vitachi. A relação entre as duas dura três anos e é fruto de uma decepção. “Eu namorava um rapaz que curtia muito motocicleta. Quando acabou o namoro, ficou o amor pela máquina”, conta. A primeira moto de Elisa foi adquirida quando a jornalista tinha 18 anos de idade. “Fui demitida e a comprei com o dinheiro da rescisão. Foi um investimento e a vendi um mês depois.”. Em 2005, depois de perder o carro em um acidente, acabou optando pela compra de uma moto. “Resolvi tirar carta e comprei a Elvira.”

Desde criança Cristiane Fernandes sonhava pilotar uma moto. “Meu irmão tinha e eu dizia em casa que iria ter a minha quando crescesse”, lembra. O sonho se aproximou da realidade quando Cristiane resolveu participar de um consórcio. “Tirei habilitação e me preparei para receber a moto”, conta. Quando terminou de pagar as prestações, a consultora de beleza teve medo de enfrentar a cidade sobre duas rodas. “Minha família achava perigoso e eu acabei vendendo a moto.”

Mas a paixão por pilotar acabou prevalecendo e Cristiane resolveu enfrentar seus medos. Há dois anos e meio, com a ajuda do marido, ela passou a treinar até se sentir segura o suficiente para pilotar sozinha. Com o marido e os amigos, hoje ela passeia pelas cidades da região de Honda Falcon 400. “Viajamos todos os finais de semana. É muito bom”, comemora.

O irmão de Luciana Incrucci foi o responsável por despertar na nutricionista uma grande paixão por motos. “Ele sempre foi um aficionado e me ensinou a pilotar”, diz. A vontade de aprender era tanta que, ainda adolescente, Luciana treinava numa Yamaha R1, modelo que pesa quase 200 quilos. “Ela ainda é grande para mim, mas meu irmão sempre ajudou.”

Luciana está habilitada desde os 18 anos e, de lá para cá, são 9 anos de carteira e amor pela máquina. Na garagem, ela mantém duas motos: uma FYM 150, que utiliza na cidade, e uma FYM 250 Custom, para rodar na estrada. “Amo as duas”, garante.

A Psicóloga Maria Imaculada, que hoje pilota, completou 20 anos de garupa e viajou pela Rota 66, nos EUA.

A Psicóloga Maria Imaculada, que hoje pilota, completou 20 anos de garupa e viajou pela Rota 66, nos EUA.

Ao acompanhar de perto o interesse do marido pelas motocicletas – hoje ele pilota uma Harley Davidson Deuce –, a psicóloga Maria Imaculada Carvalho acabou se rendendo à paixão. “Acabei me apaixonando também”, ressalta. Flechada pelo “cupido motociclista”, Imaculada passou a esperar ansiosa pelos passeios no final de semana. “Eu ficava na expectativa de pegar a estrada.”

Com 20 anos de garupa, a psicóloga sentiu que era o momento de assumir o comando da moto. “Não tinha coragem de pilotar, mas meu marido me incentivou e acabei tirando a habilitação”, lembra. A recompensa foi uma Harley Davidson Deuce presente de Natal que ganhou em 2005. Ela participa do clube de motociclistas da Harley Davidson Campinas. O grupo viaja pela região todos os finais de semana.

Vestidas para pilotar

Sem esquecer itens de segurança como capacete, jaquetas de couro e botas, as motociclistas acabam dando um jeito de não ocultar a beleza. “Não saio com minha moto sem antes passar um batom, um blush e escolher uma roupa bonita”, conta a psicóloga Maria Imaculada Carvalho. Se de um lado o capacete protege a cabeça, de outro desalinha os cabelos escovados. O vento é outro vilão, por ajudar a desfazer a maquiagem. Para tais inconvenientes, a solução é ter à mão um kit beleza. “Estaciono a moto e já retoco a maquiagem e ajeito o cabelo”, conta a faturista Ana Carolina Gardini.

A moça, que utiliza a moto para ir do trabalho às baladas, conta ainda que escolheu o modelo scooter pela economia, pela possibilidade de pilotar com salto alto e ainda pelo fato de a moto dispor de um bagageiro, onde guarda bolsa e nécessaire.

______________________________________________________________________________
Artigo da
Revista Metrópole de 10/02/2008 
Reportagem de Eduardo Gregori ( gregori@rac.com.br  )
Postado neste blog por Maria Imaculada