Dicas de Viagem

Viva Veneza

Desta vez planejamos ficar 4 dias em Veneza para poder apreciar com calma todas as atrações da cidade e redondezas. Chegamos em um sábado antes do feriado de 1 de maio (terça-feira) e a cidade estava lotada de turistas. Após nos instalarmos em nosso hotel próximo da Piazza San Marco,  fizemos um reconhecimento das redondezas e fotografamos a Piazza San Marco durante o pôr do sol.

Acreditando que as ilhas de Murano e Burano estariam mais tranquilas, reservamos o domingo para visitá-las… entretanto, muitos pessoas tiveram a mesma ideia e as ilhas estavam repletas de turistas! Adoramos visitar Murano com suas fábricas e lojas de arte em vidro e a pequena ilha de Burano cheia de casinhas coloridas onde o tempo parece ter parado.

Veneza é composta por um grupo de 117 pequenas ilhas separadas por canais, ligadas por pontes e muito confusa para se orientar em suas ruas estreitas e becos.

Utilizamos o GPS Here (aplicativo de celular com navegação Offline) que funcionou muito bem  em todas as partes da cidade, inclusive Murano e Burano.

Marcamos previamente no Brasil, diretamente no mapa do GPS Here, todos os lugares de interesse tais como restaurantes, museus, pontos de Vaporeto, pontos de Gôndola, etc.

Veneza é com certeza uma das cidade mais bonitas e românticas do mundo. Em grande parte isso se deve à sua característica única, com caminhos e transportes aquáticos em toda a cidade.

Os visitantes ficam maravilhados com as peculiaridades da cidade e querem ver e explorar todas as coisas e lugares, provar todas as coisas boas da culinária local e visitar todas  as ilhas das redondezas.

Entretanto, será necessário fazer escolhas tendo em mente o grande número de lugares a serem visitados e o objetivo da sua viagem! Com certeza nosso objetivo estava ligado à fotografia, principalmente por ser a terceira vez que visitávamos a cidade e a primeira vez com equipamento profissional de fotografia.

É muito importante que o hotel escolhido na cidade de Veneza fique em local de fácil acesso a partir de pontos de parada do Vaporeto. Fique principalmente atento se não há canais a serem cruzados no caminho entre o ponto do Vaporeto e o hotel, pois isso significa que haverá pontes com escadas para você subir e descer com malas!

Eu escolhi entregar o carro alugado no aeroporto para poder ir para a cidade no Vaporeto que sai do aeroporto que é mais tranquilo e menos lotado. Paramos na Ponte Rialto e em menos de 100 metros de caminhada estávamos em nosso hotel sem ter que cruzar nenhum canal e nenhuma escada de ponte.  Evite ficar em hotel no continente (cidade de Mestre), em uma outra vez que estivemos em Veneza ficamos lá e perdemos a oportunidade de curtir a noite de Veneza, caminhando pelos canais e pontes à luz do luar.

Certifique-se de explorar o máximo as atrações em torno da Piazza San Marco, que são muitas! A praça é o coração de Veneza, onde fica o Campanile onde você pode subir para ver Veneza do alto, na praça fica também a  maravilhosa Basílica di San Marco, a Clock Tower, o Palácio Ducale, o Museu Correr e as famosas pombas da Piazza San Marco!

Faça a foto gliché das gôndolas em fila com a ilha de San Giorgio ao fundo. Outra foto obrigatória é a da Ponte dos Suspiros ao lado do Palácio Ducale.

 

Aproveite e dê a volta para tirar foto do lado contrário da Ponte dos Supiros  desfrutando de um outro ângulo original da ponte com menos turistas atrapalhando a foto!

Devido às longas filas somente conseguimos visitar na Piazza San Marco o Clock Tower Museum e o Correr Museum, pois havíamos comprado os ingressos previamente pela internet. Não conseguimos ir nas demais atrações, mas algumas já havíamos ido nas outras vezes que estivemos em Veneza.

Aproveite quando ir pegar o Vaporetto para Murano e Burano e explore o bairro Cannaregio caminhando à beira dos canais com vista para trattorias e cafés. Uma outra atração imperdível é cruzar o Grande Canal de Vaporetto e admirar os vários palácios nas margens como o Ca ‘Rezzonico, o Palazzo Mocenigo e outros inúmeros monumentos e edifícios.

Visite também à pé a área em torno da Ponte Rialto e o mercado próximo à Ponte de Rialto com frutas, legumes e peixes com todas as suas cores e cheiros.  Evite comprar lembranças em barracas turísticas, pois são de baixa qualidade se comparada  com as vendidas em lojas de Veneza. Estas mercadorias podem ter sido feitas na China e sendo passada aos turistas como feitas na Itália, por isso é sempre bom encontrar um produto genuinamente italiano.

Planejamos um passeio de Gôndola para o dia do meu aniversário, na terça feira primeiro de maio. Escolhemos um ponto de Gondoleiros  próximo da Ponte Rialto pois queríamos registrar o passeio de Gôndola com a ponte ao fundo. Levamos para dentro da Gôndola taças e uma garrafa de vinho tinto para brindar o aniversário do Zé Maria. O passeio de 30 minutos de Gôndola custou 80 Euros, mas com certeza não lembramos de ter feito antes um brinde tão especial no dia do aniversário do Zé Maria como foi este em Veneza!

Veja outras postagens com o Planejamento da Viagem e dicas específicas sobre cada lugar visitado na viagem: Florença PisaSan GimignanoSienaSan GalganoSan Quirico D´Orcia e arredoresPienzaMontalcinoMontechiello e Termas de Saturnia.

Veja abaixo o Photobook da Viagem

 

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Texto: José Maria e Imaculada

Águas termais de Saturnia na Toscana

Incluímos uma visita às àguas Termais de Satúrnia e, especificamente à Cascate del Mulino, com o objetivo de fazer uma sessão Trash the Dress com a Imaculada vestida com o vestido usado na celebração em San Galgano.

Infelizmente não foi possível fazer as fotos, pois nos atrasamos um pouco e chegamos ao meio dia e o lugar estava  repleto de turistas se banhando nas águas termais.

Portanto, sugerimos que caso alguém queira fazer fotos mais tranquilas na cachoeira de águas termais planeje chegar antes das 7 horas da manhã quando haverá menos turistas no local. Acreditamos que durante o inverno o lugar seja mais vazio mesmo em horários mais nobres do dia.

A Cascate del Mulino fica próxima de Saturnia no sul da Toscana. Embora não seja distante de San Quirico D´Orcia (cerca de 70 km), fomos e voltamos por caminhos diferentes e levamos cerca de 1, 5 horas para ir e 2 horas para voltar devido aos limites de velocidade nas estradas sinuosas nas montanhas (na volta!).

Certifique-se de ir até o mirante da estrada com vista para a cachoeira. As coordenadas no Google Maps do ponto exato do mirante são 42.645606 e 11.512552.

 

Valeu a pena a visita! O lugar é maravilhoso tem o acesso totalmente livre e gratuito (é um lugar público!). A água da cachoeira é a mesma do mundialmente famoso complexo de spa de Maremma que possui magníficas piscinas convencionais termais.

Entretanto, ao contrário do spa, na Cascade del Mulino as piscinas são naturais formadas por pequenos represamentos da água em barreiras formadas pelo depósito de minerais existentes nas águas quentes.

A imersão nos poços de rocha naturalmente esculpidos ao som da cachoeira correndo atrás de você é uma experiência fantástica.

Devíamos ter planejado um pernoite em Saturnia para poder explorar melhor a região e visitar a Cascade Del Mulino bem no início da manhã. Além de haver menos turistas o choque da água termal quente com a temperatura mais fria da manhã permite a formação de mais vapor de água tornando a paisagem ainda mais bonita. Portanto, certifique-se de reservar tempo suficiente para desfrutar das águas quentes na Cascade Del Mulino.

Uma á ultima informação é que infelizmente a infraestrutura na área da Cascade Del Mulino não é boa, o estacionamento embora gratuito tem muita poeira e a única lanchonete existente é bem fraquinha, com banheiros muito ruins considerando o fato de estarem ao lado de atração tão interessante. Portanto, não vá com grandes expectativas quanto à infraestrutura e prepare-se para tornar a sua visita ao lugar mais agradável a despeito da falta de infraestrutura.

Veja outras postagens com o Planejamento da Viagem e dicas específicas sobre cada lugar visitado na viagem: Florença PisaSan GimignanoSienaSan GalganoSan Quirico D´Orcia e arredoresPienzaMontalcinoMontechiello e Veneza.

Veja abaixo o Photobook da Viagem

 


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Texto: José Maria e Imaculada

 

Os campos e a beleza da Toscana

A dica mais importante é escolher um local base para ficar pelo menos 3 dias! Nós escolhemos San Quirico D´Orcia por ser um local central em relação aos lugares que queríamos visitar. Tinhamos também um interesse especial em fotografar a famosa vista do Agriturismo Podere Belvedere nas primeiras horas da manhã, no nascer do sol. Escolhemos ficar num hotel que dava para o famoso vale.

É muito importante marcar previamente no GPS Here, idealmente no Brasil, durante o planejamento da viagem, todos os pontos de fotografia (Photo Spots) famosos na Toscana. Quando você estiver na Toscana basta clicar sobre o ponto desejado no mapa que o GPS irá levá-lo até lá pelo melhor caminho, indicando inclusive os limites de velocidade que variam muito dependendo dos trechos das estradas.

Os pontos de interesse marcados no GPS Here podem ser internos às cidades muradas (dentro da ZTL, Zona de Tráfego Limitado) ou em pontos da estrada! Pode ser um museu, um supermercado ou um estacionamento para deixar o carro fora da ZTL Abaixo damos dicas sobre os pontos que marcamos no GPS Here e visitamos em nossa viagem:

Podere Belvedere

Esta vista é um dos cartões postais da Toscana! Fizemos esta foto às 5:30 horas da manhã na parte de trás do restaurante La Taverna Del Barbarossa que fica ao lado do hotel em que ficamos hospedados (Wellness Center Casanova Spa).  A imagem mostra o vale onde fica o agriturismo Podere Belvedere ao nascer do sol.  Nós tivemos sorte em pegar neblina neste local famoso e conseguir tirar esta foto de uma das casas mais fotografadas da Toscana. A foto ao lado foi feita com a lente em 90mm em uma câmera Nikon D5300. As coordenadas de localização do ponto desta fotografia no Google Maps é 43.062665 e 11.609205.

Ciprestes Valdorcia

Localizada entre San Quirico d’Orcia e Montalcino no Val d’Orcia esta é talvez a clareira de ciprestes mais fotografada do mundo. A fotografia ao lado foi feita na beira da estrada, com lente 50mm (não é necessário lente Zoom). A melhor luz para fotografar os ciprestes é na parte da manhã. Deve ser tomado cuidado pois o lugar fica sempre cheio de turistas com os carros mal estacionados no acostamento da estrada enquanto  fazem suas fotos.  As coordenadas de localização do ponto exato para fotografia no Google Maps é 43.063675 e 11.558731.

 

Agriturismo Poggio Covili

Esta bela imagem de uma linha de ciprestes pode ser feita no ponto no de coordenadas 43.022906 e 11.632480 do Google Maps .

Um pouco mais adiante na estrada pode-se ter uma visão frontal da entrada com os ciprestes enfileirados em ambos os lados da estrada. As coordenadas de localização a fotografia abaixo  no Google Maps é 43.021887 e 11.636806.

Agriturismo Baccoleno

Rodeado por belas colinas o Agriturismo Baccoleno fica na região de Asciano, a 30 minutos de carro de San Quirico D´Orcia.

Eu parei o carro em frente à porteira do lugar e para fazer a foto ao lado (esquerda) tive que entrar à pé passando ao lado da porteira. Após uns 100 metros de caminhada saí da pequena estrada e subi um pequeno aclive à esquerda da estrada. O melhor para fotografia é no período da manhã.

As coordenadas de localização do ponto onde parei o carro no Google Maps é 43.200569 e 11.590719.

Agriturismo Podere Casanova

Na região da Toscana praticamente todas as propriedades rurais são “enfeitadas” com Ciprestes dispostos ao longo de pequenas estradas, ao lado de construções e espalhados pelos campos. Dentre as inúmeras paisagens algumas se destacam e ficaram famosas, sendo capas de Revistas e Guias Turísticos.

É o caso da bucólica estrada com ciprestes do agriturismo Podere Casanova, uma das estradas mais fotografadas na Toscana. O melhor horário para fotografia é na parte da manhã em um ponto distante, utilizando lente Zoom.

A foto ao lado (direita) foi feita com uma lente Zoom 28-300mm. As coordenadas de localização para esta fotografia no Google Maps é 43.022992 e 11.777685.

Capela Vitaleta

A pequena Capela de Nossa Senhora da Vitaleta está  localizada no topo de uma colina, podendo ser vista em vários pontos da estrada que liga  San Quirico D’Orcia à Pienza. O melhor horário para fotografar é na parte da tarde, quando a capela tem a sua face frontal iluminada pelo sol. Há registros da existência da pequena capela em documento datado de 1590 e a forma atual é o resultado da reestruturação feita por de Giuseppe Partini em 1884, inspirada nos modelos do século X. Atualmente a Capela de Nossa Senhora da Vitaleta é considerada patrimônio da UNESCO. A foto acima foi feita a partir da estrada que liga San Quirico à Pienza, utilizando uma lente Zoom em 150mm em uma câmera Nikon D5300. As coordenadas de localização do ponto exato da fotografia no Google Maps é 43.076978 e 11.628082.

Embora a Capela Vitaleta fique em uma propriedade particular, é possível visitá-la indo de carro por uma estrada de terra. Você encontrará uma porteira fechada que impedirá de entrar com o carro, mas observe que é possível deixar o carro estacionado ao lado da porteira e entrar à pé pela lateral da porteira, sem necessidade de pular cerca, e ir até a Capela seguindo por uns 300 mts. A foto ao lado foi feita com uma lente de 14mm em uma cãmera Nikon D750. As coordenadas de localização do ponto exato onde o carro foi estacionado no Google Maps é 43.070367 e 11.642132.

Montechiello

Foi a menor cidade medieval que visitamos na viagem, com cerca de 200 habitantes! Valeu a pena visitar o lugar que é muito perto de Pienza e muito fácil de chegar. A cidade é muito tranquila e como fica no topo de um pequeno monte, tem uma bela vista para as montanhas do Val d’Orcia.  A origem de Monticchiello é do século X, quando era controlado por Siena e séculos depois por Florença. Não perca a oportunidade de conhecer a bela arquitetura de Monticchiello, a foto ao lado foi feita tendo como referência uma famosa foto do fotógrafo Henri Cartier-Bresson. Esta foto foi feita em frente da Igreja de San Leonardo e Cristoforo, onde fica uma obra-prima da arte italiana, a “Madonna con bambino”, de Pietro Lorenzetti. Esta igreja remonta à segunda metade do século XIII, com uma estrutura de uma nave única e três absides, com a fachada gótica adornada com um portal encimado por uma roseta.

Veja as ruínas da torre Cassero na parte alta do lugarejo, sendo possível também avistar outras duas torres sobrevivendo entre as oliveiras. Explore as ruelas sinuosas e estreitas com casas de pedra geralmente decoradas com vasos de flores. A porta di Sant’ Agataa fica na entrada principal de Monticchiello e está inserida entre 2 torres, onde pode ser visto o emblema de Siena e a pedra com a data 1213, data do início da construção da muralha. Visite Montechiello no final da tarde para apreciar o por do sol com  uma vista panorâmica sobre o Val d’Orcia e ao fundo a silhueta da cidade de Pienza.

Pienza

O nome vem do Papa Pio II, que nasceu aqui e significa a cidade de Pio, eleito Papa em 1458. O Pio II queria transformar sua cidade natal de Corsignano em uma na cidade renascentista ideal. Por esta razão, ele contratou Bernardo Rossellino, o arquiteto que já havia trabalhado com Leon Battista Alberti (famoso por criar a fachada de Santa Maria Novella), para construir a nova Pienza de acordo com conceitos humanistas de planejamento urbano. A construção da nova Pienza começou por volta de 1459 no alto da antiga aldeia e demorou cerca de quatro anos.

A morte prematura do Papa Pio II pôs fim à reorganização urbana da nova cidade, que permaneceu praticamente inalterada ao longo dos séculos. Os principais monumentos da cidade estão localizados na Piazza Pio II. Por desejo do Papa, a torre da catedral sobressai sobre todas as outras edifícações. A fachada é típica do Renascimento e é dividida em três partes por colunas arqueadas. Na ala esquerda há um campanário octogonal inspirado em outro que o Papa Pio II viu na Alemanha.

Outras edificações de interesse na praça são o Palazzo Borgia e o Palazzo Piccolomini, obra-prima de Rossellino inspirada no Palazzo Rucellai em Florença. Outros pontos de interesse são o Palazzo Ammannati, o Palazzo Gonzaga e o Palazzo del Cardinale Atrebatense. Atualmente  a cidade de Pienza é um Patrimônio Mundial da UNESCO e em 2004, todo o Val d’Orcia foi incluído na lista de Paisagens Culturais Mundiais da UNESCO. Uma curiosidade sobre Pienza são os nomes de algumas ruas  como Via dell’Amore (rua do amor) e Via del Bacio (rua do beijo), daí a fama dela fazer parte da rota do amor na Toscana.


Montalcino

A cidade medieval de Montalcino é conhecida por seu excelente vinho Brunello di Montalcino, um dos tintos mais famosos do mundo. A cidade possui torres medievais e uma enorme fortaleza que se ergue logo na entrada da cidade. Ao visitar a cidade caminhe por suas ruas medievais estreitas e íngremes emparedadas por edifícios de pedra. Aproveite para degustar e comprar o famoso vinho Brunello, à venda em muitas lojas da cidade. Com vinhos famosos como o Brunello di Montalcino, o Rosso di Montalcino e o vinho de sobremesa branco chamado Moscadello, a cidade de Montalcino é uma cidade bastante próspera.

Visite a Fortaleza e caminhe pelas muralhas, confira a maravilhosa vista do topo e a enoteca interna à Fortaleza com oportunidade para  degustação de vinhos. A Fortaleza foi construída depois que Siena tomou Montalcino em 1361 e é um símbolo do orgulho da cidade. Visite o  Museo Civico e Dioceziano com obras de Bartolo di Fredi (obra Coroação de Maria), Luca di Tomme, Simone Martini, Vecchietta, Sano di Pietro (Madonna dell’Umiltà) e estátuas de terracota de Andrea della Robbia.

 

 

Google Map

Veja no mapa abaixo a localização exata do local onde foram tiradas as fotos acima.

Veja outras postagens com o Planejamento da Viagem e dicas específicas sobre cada lugar visitado na viagem: Florença PisaSan GimignanoSienaSan Galgano,  Termas de Saturnia e Veneza.

Veja abaixo o Photobook da Viagem

 


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Texto: José Maria e Imaculada

 

Pisa, San Gimignano e Siena na Toscana

Pisa

Após ficarmos 3 dias em Florença, fomos de carro por uma auto-estrada para Pisa após pegarmos o carro alugado em Florença. Uma outra alternativa seria reservarmos quase um dia inteiro para irmos de trem de Florença para Pisa e voltarmos para Florença. Avaliamos que o que visitaríamos em Pisa nos tomaria apenas umas 2 horas e não compensaria ir de trem até lá. Decidimos ir de carro, passando por Pisa antes de irmos para San Gimignano, nosso destino final naquele dia.

Recomendamos fortemente ir de carro, estacionar o caro em frente ao Campo dei Miracole, cruzar uma praça cheia de barracas de artesanatos e lembranças e fazer a visita à Torre de Pisa e aos demais monumentos no entorno da praça dei Miracoli. Estávamos esperando um grande número de turistas, mas como pode ser vistos nas fotos o lugar não estava tão lotado!

Existem alguns restaurantes entre o estacionamento e o Campo dei Miracoli  e um supermercado próximo muito bom, onde pudemos fazer compras antes de continuarmos a nossa viagem para San Gimignano.

San Gimignano

Saímos no início da tarde para San Gimignano voltando um pouco em direção à Florença pela auto-estrada e em seguida pegando estradas bucólicas e tranquilas. Ficamos  em um hotel fora dos muros da cidade medieval para não ter que pagar estacionamento e ter que carregar malas até um hotel intra-muros (que é zona ZTL!). Após fazermos o checkin no hotel fomos aproveitar o final da tarde no melhor ponto para ver a cidade com suas torres medievais no pôr do sol (coordenadas no Googlemap do ponto para fazer a foto 43.462070, 11.037300).

 

Fomos em seguida para um estacionamento fora da ZTL e adentramos os muros da cidade à pé.

Havíamos planejado subir na torre mais alta da cidade (Torre Grossa) mas como as nossas pernas ainda estavam doloridas da subida que fizemos na torre Campanile em Florença, decidimos não subir a torre. Caminhamos pelos becos e ruelas da cidade antes do anoitecer e em seguida jantamos em um restaurante romântico.

Com certeza San Gimignano foi a cidade medieval mais preservada e bonita das que visitamos! Se você puder ir em apenas uma cidade medieval na Toscana, sem dúvida nenhuma vá a San Gimignano!

Siena

No dia seguinte, logo após o café da manhã no hotel, fomos para Siena. O nosso GPS nos levou para o estacionamento Santa Caterina que fica ao lado de escadas rolantes que levam os turistas gratuitamente até o topo da cidade (a cidade é muito alta!).

Visitamos o Duomo e fomos até a Piazza del Campo onde almoçamos em um dos restaurantes com vista para a praça. Não visitamos o Museu Público de Siena no interior do Palazzo Público, pois não poderíamos entrar com a mochila de equipamentos no interior do museu.

Em nossa opinião valeria a pena termos reservado 1 pernoite em Siena, colocando em nossa mala pequena o necessário para a estadia e deixando a mala grande no interior do carro no estacionamento.

Partimos no meio da tarde de Siena para San Galgano. Ao chegar em San Galgano, planejávamos nos vestir  à carácter (eu com terno e gravata e a Imaculada com vestido branco e grinalda!) para fazermos  a primeira parte da celebração da renovação de votos de nosso casamento nas ruínas da igreja de San Galgano, aproveitando o sol do final da tarde. Na manhã do dia seguinte faríamos a segunda parte da celebração com o sol da manhã nas ruínas.

Veja outras postagens com o Planejamento da Viagem e dicas específicas sobre cada lugar visitado na viagem: Florença San GalganoSan Quirico D´Orcia e arredoresPienzaMontalcinoMontechielloTermas de Saturnia e Veneza.

Veja abaixo o Photobook da Viagem

 


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Texto: José Maria e Imaculada 

Viva Florença, viva a Itália

A parte de interesse da cidade de Florença é relativamente pequena, sendo possível ir à pé a todos os lugares. Praticamente todos os pontos de interesse na cidade ficam dentro da Zona de Tráfego Limitado (ZTL) onde só é permitido trafegar carros autorizados (moradores). Por essa razão somente pegamos o nosso carro alugado na manhã do último dia e partimos para San Gimignano, com uma rápida parada em Pisa.

Chegamos em Florença no início da tarde de uma sexta-feira e saímos da cidade na manhã de uma segunda feira, portanto compartilhamos os pontos turísticos da cidade com muuuuitos turistas no fim de semana! Acreditamos que mesmo nos dias de semana a cidade fique bastante cheia, portanto as dicas dadas neste post valem de um modo geral para visitas a Florença em qualquer dia da semana!

Adoramos visitar o Museu Uffizi e o Palazzo Pitti… depois de visitá-los nossas referências de museus mudaram bastante!

Visite as coleções de Michelângelo e Caravaggio no Museu Uffizi. Veja também o famoso quadro “O Nascimento de Vênus” do pintor Sandro Botticelli e o quadro da “Vênus de Urbino” do famoso pintor Ticiano.

Não deixe para comprar o ingresso para o Museu Uffizi no mesmo dia (é impossível comprar!!). Compre previamente pela internet ou vá até a bilheteria do museu e compre o ingresso para o dia seguinte pagando EU$4,00 a mais. O ingresso para o Palazzo Pitti pode ser comprado na bilheteria na hora da visita sem problemas.

As pontes de Florença são mais fotogênicas no início da manhã e principalmente no final da tarde, durante o pôr do sol. A vantagem de fotografar na parte da manhã é ficar tranquilo sem turistas atrapalhando… a vantagem de fotografar no pôr do sol é ter o sol se pondo praticamente atrás das pontes… prepare-se para disputar lugar com inúmeros turistas, principalmente nas pontes Santa Trinita e ponte Vecchio.

Uma outra visita obrigatória em Florença é a Piazza del Duomo, onde pode-se conhecer o Batistero di San Giovanni, a torre Campanile di Giotto, o exterior e o interior da Catedralle di Santa Maria del Fiore e a Cúpula del Brunelleschi. Caso tenha interesse de subir para ver a cidade do alto, dê preferência em subir na cúpula do Duomo pois a vista é melhor não existindo grades que prejudicam as fotos como no topo da torre Campanile di Gioto.

Sobrando tempo, visite também a Basílica de Santa Maria Novella, a Basília de Santa Croce de Firenzi, a Piazzale Michelângelo (vista panorâmica da cidade) e a Galleria Dell´Accademia di Firenzi.

Veja outras postagens com o Planejamento da Viagem e dicas específicas sobre cada lugar visitado na viagem: PisaSan GimignanoSienaSan GalganoSan Quirico D´Orcia e arredoresPienzaMontalcinoMontechielloTermas de Saturnia e Veneza.

Veja abaixo o Photobook da Viagem

 

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Texto: José Maria e Imaculada

Dicas de Planejamento para Viagem à Toscana

Já estava nos nossos planos há algum tempo fazer uma viagem pela Toscana incluindo uma boa visita a Florença (Firenze), uma importante cidade que nós ainda não conhecíamos. Neste post vamos descrever como foi o desdobramento do nosso planejamento dando dicas para quem esteja interessado em viajar para a Toscana e região!

Tenha um Objetivo para a Viagem!

Sempre buscamos um objetivo para nossas viagens… inicialmente o objetivo era  conhecer Florença e as pequenas cidades da Toscana! À medida que o detalhamento dos nossos interesses foi aumentando, apareceram novas idéias  que enriqueceram a viagem. Normalmente, durante o planejamento de uma viagem, buscamos na internet referências de imagens para nos ajudar a decidir onde vale a pena ir e, inclusive, para podermos fotografar melhor utilizando boas referências de fotografia nos locais a serem visitados. Em nossas buscas por imagens na Toscana deparamos com uma imagem de um casal de noivos de mãos dadas em uma igreja maravilhosa em ruínas em San Galgano,  na Toscana. Pesquisando um pouco mais, vimos que o lugar era uma abadia em ruínas muito usada por noivos da Itália e de outras partes do mundo para fazer celebrações matrimoniais. Como eu e a Imaculada já havíamos conversado antes sobre fazermos uma renovação de votos do nosso casamento,  San Galgano nos pareceu o lugar ideal para a celebração!

Pronto, já tínhamos um objetivo para a viagem: “Fazer a renovação de votos de casamento em San Galgano, visitando Florença e o interior da Toscana”.

Definição de data para a Viagem

Verificamos que a melhor época para viajar para a região da Toscana é a Primavera e o Outono. Definimos a data considerando a oportunidade de passar o meu aniversário (1 de maio) na Itália, com isso a viagem foi definida para ser feita entre os dias 19/04 e 02/05. A duração de 14 dias foi feita baseado em nossa experiência prévia em  viagens ao exterior onde menos de 10 dias é pouco e  mais de 21 dias é muito, considerando nossas atividades no Brasil e a saudade do nosso Yorkie Johnny!

Uma vez definido o número de dias para a viagem verificamos que havia a possibilidade de acrescentar Veneza na viagem. Seria muito bom revisitar a cidade após 32 anos da última visita.

Planejamento do trajeto e dias em cada lugar

Após algumas idas e vindas no planejamento fixamos:

  • Ir de São Paulo para Florença (escala em Roma)
  • Ficar 3 dias em Florença
  • Alugar um carro na manhã do último dia em Florença e ir para San Gimignano, passando em Pisa
  • Pernoitar em San Gimignano
  • Ir para San Galgano, passando por Siena
  • Pernoitar em San Galgano no hotel ao lado das ruínas da Abadia, para ter oportunidade de  fotografar com o sol da tarde e sol da manhã.
  • Ficar 3 dias em San Quirico D´Orcia (cidade escolhida como base para as visitas aos pontos de interesse na Toscana)
  • Ir para Veneza, entregando o carro no aeroporto de Veneza.
  • Ficar 4 dias em Veneza

Planejamento do que fazer durante a viagem

Considerando os dias que ficaríamos em cada lugar definimos o que gostaríamos de fazer na região:

  • Florença: fotografar as pontes da cidade no nascer e no pôr do sol, visitar o Museu Uffizi, visitar o Palazzoo Pitti, visitar o interior do Duomo/Batistério, subir no Duomo ou na torre Campanille.
  • Pisa: fazer uma visita no Campo del Miracoli com fotos do Duomo e da Torre de Pisa (não planejamos entrar nem subir na Torre)
  • San Gimignano: visitar o mirante que permite ver o Skyline da cidade na parte da tarde, visitar as ruelas no interior dos muros da cidade, jantar em um restaurante romântico.
  • Siena: visitar o interior do Duomo, visitar a Piazza del Campo, almoçar em um restaurante na Piazza del Campo
  • San Galgano: chegar no máximo até as 16 horas para nos aprontarmos (com terno e vestido branco) para fazer fotos nas ruínas da igreja com a luz do final da tarde e jantar em um restaurante romântico. No dia seguinte na parte da manhã, aprontarmos novamente com a mesma roupa para fazer fotos nas ruínas da igreja com a luz do início da manhã! Fazer fotos nos gramados e lagos no entorno das ruínas.
  • San Quirico: utilizar a cidade como base para visitar os arredores (Pienza, Montalcino, Montechiello, Capela Vitaletta, Agriturismo Podere Belvedere, Agriturismo Bacoleno, Termas de Saturnia, etc.).
  • Veneza: andar de Gôndola, visitar museu da Torre do Relógio, visitar o Duomo, visitar Palácio Ducale, visitar Burano e visitar Murano.

Como se locomover: GPS HERE

Pesquisei na internet GPS´s baseados em IOS (Celular) que funcionem Offline. Entre os vários que encontrei, baixei o GPS Here (gratuito) no meu celular no Brasil e fiz viagens com o celular no Brasil, no modo Offline, para poder avaliar a qualidade e precisão do GPS Here. Como os testes foram muito positivos, defini o Here como o GPS da viagem e a partir daí coloquei todo o planejamento no mapa do GPS com pontos a serem visitados, tais como: museus, restaurantes, photo spots nas estradas, estacionamentos fora da ZTL (Zona de tráfego Limitado) existente em toda cidade turística da Itália. O GPS foi essencial tanto durante o tempo que estivemos de carro como quando estávamos à pé  fornecendo com precisão direções, localizações previamente programadas no Brasil e até nos informamos os limites de velocidades máximos em cada trechos das estradas da Toscana (os limites de velocidade variam muito durante a viagem e a precisão do GPS Here em informar estes limites foi excepcional!!). Em nossa opinião existe vantagem em um GPS Offline pois você fica imune à eventual falha no sinal das operadoras de telefonia celular e sua viagem fica mais segura e econômica! Lembre-se de levar um suporte para fixar o Celular no painel do carro! Quem não tiver fluência na língua inglesa perderá a excelente orientação vocal que o GPS faz durante a viagem,  juntamente com a orientação gráfica feita no mapa na tela do Celular.

Como fotografar a Toscana

Já com alguma experiência em fotografar viagens internacionais com equipamento profissional, viajamos com os seguintes equipamentos:

  • Câmera D750 (principal)
  • Câmera D5300 (reserva)
  • 3 Lentes (14-24mm, 28-300mm e 50mm)
  • 1 Flash com 2 radioflashes
  • 1 tripé para câmera
  • 1 tripé para o Flash
  • 4 cartões de memória de 32 GB
  • 1 controle remoto para Câmera

A lente mais usada na viagem foi a 14-24mm que eu havia comprado alguns dias antes da viagem, após um dilema sobre a utilidade da mesma na viagem! Como exemplo, a foto de Pienza ao lado e a da Piazza de San Marco abaixo, somente foram possíveis serrem feitas com a lente em 14mm. Portanto, tenha sempre uma lente grande angular para usar em suas viagens! Na Toscana foi necessário a utilização da lente Zoom (28-300mm) pois alguns dos Photo Spots famosos exigem lentes Zoom para separar a parte de interesse da imagem. Todo o equipamento foi levado em uma mochila como bagagem de mão.

Atentar para o fato que não é permitido entrar com mochilas nas costas em muitos Museus, portanto quando íamos em museus levávamos apenas as duas câmeras (uma com lente 14-24mm e a outra com lente 28-300mm).

Onde ficar?

Reserve todos os seus hotéis via www.hoteis.com! Além da precisão das reservas Online, sentimos um certo tratamento especial no atendimento nos Check-ins ao nos identificar com reservas feitas via Expedia (Hoteis.com). A nossa escolha de hoteis seguiram as diretrizes abaixo:

  • Florença: Hotel até R$400,00/dia próximo da Estação Ferroviária (ponto final do ônibus que nos trouxe do Aeroporto de Florença) e também próximo da Locadora de Carros Hertz no centro de Florença.
  • San Gimignano: Hotel até R$400,00/dia fora dos muros da cidade com garagem para o carro.
  • San Galgano: Hotel próximo às ruínas da igreja. Por sorte o único Hotel existente tinha valor de diária menor que R$400,00.
  • San Quirico D´Orcia: Hotel com vista para o vale do Agriturismo Podere Belvedere (cartão postal da Toscana), por facilidade para fotografar o famoso vale às 5:30hs da manhã!
  • Veneza: Hotel próximo à Praça San Marco sem escadas cruzando canais entre a estação do Vaporeto Rialto e o Hotel. Vale lembrar a importância de se levar pouca bagagem em viagens para Veneza pois a locomoção na ilha com muitas malas é muito difícil.

Mochila da DSLR com equipamentosO que levar?

Considerando as dificuldades para andar com bagagem em Veneza e nossa experiência prévia em viagens anteriores, levamos como bagagem 1 mala grande (23 kg) despachada no avião, 1 mala como bagagem de mão (10 kg), uma mochila com todo o equipamento fotográfico (8 kg) e a bolsa da Imaculada. Otimizamos o volume de roupas definindo uma paleta de cores harmônicas para as roupas de modo a potencializar um mix na utilização das peças em inúmeros looks diferentes. Com isso o José Maria, além da roupa que foi na viagem, levou 2 calças, 2 blasers, 1 blusa de frio e 7 camisas. A Imaculada levou, além da roupa que viajou, 2 vestidos, 1 macacão, 1 saia, 2 calças, 2 blasers, 1 blusa de frio e 4 blusas sem mangas.

Dicas sobre a viagem

Veja nas próximas postagens dicas específicas sobre cada lugar visitado na viagem: Florença, Pisa, San Gimignano, Siena, San Galgano, San Quirico D´Orcia e arredores, Pienza, Montalcino, Montechiello, Termas de Saturnia e Veneza.

Veja abaixo o Photobook da Viagem

 


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Texto: José Maria e Imaculada

 

Las Vegas and The Americans National Parks

Las VegasPlanejamos a nossa viagem de 15 dias com o objetivo de visitar Las Vegas e os parques americanos Antellope Canyon, Monument Valley, Canyonlands, Arches, Dead Horse Point, Brice Canyon e Grand Canyon.

As cidades de pernoite foram escolhidas considerando os parques a serem visitados. Após pesquisas na internet a viagem ficou com um roteiro em fomato de “8” com cerca de 2.500 km de trajeto incluindo as cidades e parques abaixo:

Planejamos a nossa viagem de 15 dias com o objetivo de visitar Las Vegas e os parques americanos Antellope Canyon, Monument Valley, Canyonlands, Arches, Dead Horse Point, Brice Canyon e Grand Canyon.

EUA2017

Las Vegas

Para facilitar o deslocamento na cidade de Las Vegas, ficamos em dois Hotéis Cassinos no início da viagem (Flamingo)  e no final após visitarmos os parques nacionais (Excalibur).  Aproveitamos o fuso horário a favor e continuamos a acordar sem dificuldades às 5:30hs da manhã durante toda a viagem. Isso nos possibilitou estar bem cedo nos Parques e fotografar alguns parques durante o  nascer do sol. Veja mais em nosso post específico sobre a nossa estadia em Las Vegas.

Page

Saímos de Las Vegas rumo a Page/AZ onde vistamos no final da tarde a belíssima paisagem do Lake Powell nas imediações da Wahweap  Marina. No dia seguinte às 6:00hs da amanhã já estava agendada a nossa visita ao Antellope Slot Canyon (Upper part). Fomos até a empresa de turismo pertecente à índios Navajos e embarcamos em veículo 4×4 visitar o Antellope Canyon. Veja mais em nosso post específico sobre a nossa estadia em Page.

Monument Valley

Decidimos ficar hospedados no Hotel Goulding´s Lodge que fica no interior do Parque para ficar mas fácil a visita e aproveitar os horários do nascer e pôr do sol. Fizemso inúmeras fotos a partir do Mirante que possibilita fotos maravilhosas utilizando o Zoom da câmera. Fizemos também parte do trajeto de 17 milhas da “Scenic View” com o nosso carro que por ser baixo nos deixou pouco confortável para encarar todo o trajeto em terra da estrada.

Moab

Ficamos por dois pernoites na pequena cidade de Moab para permitir a visita aos 3 parques existentes nas redondezas: Arches national Park, Canyonlands National Park e Dead Horse Point State Park. A cidade é considerada a capital dos esportes Off-Road nos Estados Unidos.

Bryce Canyon

Devido à distância entre Moab e o Bryce Canyon vistamos o Bryce Canyon no final do dia em que chegamos e no início da manhã do dia seguinte. Como a altitude do lugar é de cerca de 2500 metros o frio estava muito forte, ocorrendo até a queda de neve no dia que chegamos. A temperatura prejudicou a visita e caso fosse possível replanejar a viagem incluiríamos mais um dia na visita ao Bryce Canyon.

Grand Canyon

Tivemos sorte e conseguimos reservar um hotel no interior da Grand Canyon Village. Foi uma experiência maravilhosa poder andar calmamente pela borda do Grand Canyon no entardecer e amanhecer sem preocupação com o tempo pois o hotel estava do nosso lado! Caso nós pudessemos replanejar a viagem incluiríamos mais um dia na visita ao Grand Canyon.

Rota 66

Reservamos o dia todo para viajar calmamente pela Rota 66, pernoitando em Kingman antes de chegar novamente em Las Vegas. Visitamos diversos pontos históricos deste trecho preservado da mais famosa estrada americana (Hackberry e Oatman).

Veja abaixo o Photobook da Viagem

 

O charme da velha Rota 66

Rota 66Embora a Rota 66 seja muito famosa pelas inúmeras canções sobre ela e inúmeros filmes de Hollywood, ela provavelmente não signifique tanto  para pessoas mais jovens que não assistiram ou curtiram estes filmes e canções.

A Rota 66 também é conhecida como a “Estrada Mãe” ou como ” The América´s Main Street” sendo considerada  o coração da cultura americana e, com certeza, conhecer os trechos desta antiga estrada é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada  quando se viaja de carro do Grand Canyon para Las Vegas!

Em 1987, o Estado do Arizona criou o nome “Historic Route 66” para o trecho da antiga estrada  que liga Seligman a Kingman, com isso criou mecanismos para garantir a preservação da estrada mantendo suas características originais. A cidade de Seligman é o início do trecho de 158 milhas da antiga  Rota 66 que termina em Topock, no Arizona. Esta parte da Rota 66 é rica em paisagens e atrações históricas, sendo o mais longo trecho da Rota 66 que se manteve intacto até hoje. Existem em Seligman inúmeros Cafés e Motéis no estilo antigo, quando o Rota 66 ainda imperava como uma importante ligação do leste com o oeste dos Estados Unidos.

Rota 66A distância de Seligman a Kingman via Historic Route 66 é de 89,1 milhas, com um tempo de viagem médio de cerca de 2 horas que dependerá do tempo de paradas nos pontos de interesse na estrada.  As pessoas são muito amigáveis ​​neste trecho histórico da Rota 66, portanto, pare bastante e curta o ambiente. Os pontos de parada você encontrará motociclistas de todo o mundo em motos Harley-Davidson curtindo o sonho de pilotar pela Rota 66…. Aproveite as paradas para comprar souvenirs, tirar fotografias e conversar com as pessoas da região!

Rota 66No trecho histórico da Rota 66 pode-se  também visitar as famosas Cavernas do Grand Canyon que ficam ao lado da Rota 66. Não fizemos esta visita mas consultando a internet, vimos que as cavernas foram formadas  há 345 milhões de anos no fundo de um antigo mar. Os turistas entram e saem das cavernas por meio de um elevador, havendo uma caminhada de 45 minutos por cerca de 1000 metros dentro da caverna.  Os tours partem a cada meia hora diariamente.

Outras pequenas cidades às margens da velha estrada são Peach Springs, Truxton ,  Valentine, Hackberry e Vale Vista.

Rota 66A pequena cidade de Peach Springs é a sede tribal da Reserva dos Índios Hualapai que ocupa 995 mil hectares  ao sul do rio Colorado. As famosas quedas de água Havasu Falls, Navajo Falls, Mooney Falls e Beaver Falls ficam nesta reserva tribal. Não visitamos a área, mas informações na internet indicam que a pequena  aldeia Indígena Supai que foi  lar dos índios Havasupai por  muitos séculos, atualmente possui um pequeno café, lodge, correios, escola, igreja, clínica, posto de polícia e uma loja geral sendo o ponto de apoio para as visitas às famosas quedas de água.

Rota 66Rota 66Paramos na Hackberry General Store, um lugar símbolo deste trecho da Rota 66 que é muito fotografado pelos turistas.  Na pequena loja, com ambientação da velha Rota 66,  há bebidas,  antiguidades e souvenirs  sobre a Rota 66.

À medida que se  aproxima de Kingman, a Rota 66 segue ao lado da estrada de ferro de Santa Fé com uma paisagem mais desértica. A cidade de Kingman tem todas as facilidades de uma cidade média americana e por ficar também ao lado da nova auto-estrada I-40, que substituiu a Rota 66, a cidade  não sofreu a decadência das pequenas cidades onde a velha estrada ficou esquecida.

Vale a pena continuar pela Rota 66, pois o trecho montanhoso entre Kingman e Topock reserva surpresas interessantes além de bonitas paisagens das montanhas.  Na minha opinião este estreito  trecho montanhoso da Rota 66, com suas inúmeras curvas, talvez seja o trecho com traçado mais preservado da estrada.

Rota 66No meio do caminho vale a pena parar na pequena loja “Cool Springs Cabins” e tirar a famosa foto do símbolo da Rota 66 pintado no asfalto  bem na frente da loja.

Rota 66Um pouco mais à frente, faça uma parada na cidade fantasma de Oatman, muito animada com cafés rústicos, motociclistas do mundo todo em motos Harley-Davidson e com shows de cowboys nas ruas com simulação de tiroteio… caso você passar por lá após às 5 horas da tarde não encontrará nada disso… será uma cidade fantasma literalmente!! Não esqueça de fechar os vidros do carro ao estacionar na Main Street de Oatman pois os pequenos jumentos que andam pela cidade enfiam a cabeça dentro dos carros e podem retirar alguma coisa do interior do veículo!

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Texto: José Maria

O espetacular Grand Canyon

Grand CanyonO Grand Canyon  é uma gigantesca fenda com até 1.800 metros de profundidade,  446 km  de comprimento e com até 29 km de largura esculpida pelo rio Colorado no terreno arenoso do estado americano do Arizona.

O Grand Canyon e a Floresta Kaibab em seu entorno fazem parte do Grand Canyon National Park.  Estudiosos defendem a tese de que o Rio Colorado iniciou o  seu curso na área há cerca de 5 a 6 milhões de anos atrás e desde então vem fazendo o corte do canyon  levando sedimentos, alargando e aprofundando a fenda do canyon.

O Grand Canyon é desde 1979 patrimônio da Unesco e atualmente é visitado por mais de 5 milhões de pessoas anualmente.

Grand CanyonEsta foi a quarta vez que visitamos o Grand Canyon… para tornar a visita diferente resolvemos fazer algo difícil mas possível de conseguir: ficar hospedado em um dos hotéis no interior do parque na Grand Canyon Village! Com um pouco de sorte conseguimos ficar no Maswick Lodge que fica na vila  junto à borda do Grand Canyon, com isso foi possível apreciar em caminhadas o efeito da luz ao nascer do sol e no pôr do sol nas rochas alaranjadas das paredes do canyon.

O Maswick Lodge fica praticamente no início da trilha “Rim Trail” que tem cerca de 21 km de extensão e segue a borda do canyon na direção oeste, não sendo possível ir de carro particular nesta direção do canyon (somente de ônibus ou pela trilha!). Os mirantes nesta direção são: Trailview Point, Moricopa Point, Powel Point, Hopi Point, Mojave Point, The Abys Point, Monument Creek Vista, Pima Point e Hermits Rest Point.

Grand CanyonQuando chegamos ao Grand Canyon National Park entramos pela entrada leste vindo do Bryce Canyon e seguimos pela estrada “Desert View Drive” parando nos mirantes Desert View Point, Navajo Point,  Grandview Point, Lipan Point e Moran Point… fizemos isso para ajustar o nosso tempo com a hora do check-in no hotel que reservamos no interior do parque. Assim que chegou a hora para o check-in passamos direto pelos mirantes restantes e fomos para o hotel… voltaríamos mais no final da tarde para registramos o pôr do sol e no dia seguinte para registrarmos o nascer do sol nos mirantes.

Grand CanyonAlém de hotéis, a vila Grand Canyon Vilage tem supermercado (Market  Plaza), restaurantes para todos os gostos, lojas, museus  e áreas para camping. O parque disponibiliza também um ônibus interno gratuito para levar os turistas da vila para as principais atrações… nós dispensamos o ônibus e fomos em nosso carro ou à pé para caminhadas na borda do canyon!  Quem não conseguir ficar nos hotéis no interior do parque pode ficar em Tusayan, um lugarejo formado por um amontoado de Hotéis e Motéis na parte externa do parque bem próxima à entrada sul.

Grand CanyonSe pudéssemos replanejar a viagem teríamos ficado mais um dia no Grand Canyon pois a experiência de ficar hospedado em Hotel no interior do parque aumenta as possibilidades e o prazer de explorar o lugar!

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Texto: José Maria

Visitando o Bryce Canyon National Park

Bryce CanyonO Bryce Canyon é um parque nacional localizado no sudoeste do estado de Utah, nos Estados Unidos. A principal característica do parque, que não é propriamente um Canyon,  é a coleção de anfiteatros naturais gigantes ao longo do lado leste de um longo platô. O Bryce Canyon fica em uma altitude muito maior do que outros parques da região variando ente 2.400m e 2.700 m, portanto prepare agasalhos e espere para uma temperatura muito menor do que os outras partes da região, principalmente na primavera e no outono. Quando nós chegamos ao Bryce Canyon estava nevando!

O parque Bryce Canyon fica aberto 24 horas por dia durante o todo o ano, podendo ter partes fechadas durante os meses de inverno devido ao acúmulo de neve na estrada. A entrada custa US$30,00/veículo com validade por 7 dias e inclui o uso gratuito do ônibus do parque.

Bryce CanyonO Bryce Canyon tem características únicas devido a estruturas geológicas chamadas “hoodoos”, formadas pela erosão natural do terreno formado por rochas sedimentares.  É impressionante ver as formas  das rochas nas cores vermelhas, laranja e brancas que proporcionam visões espetaculares para os visitantes do parque.  Temos uma nítida impressão que a mão humana fez  algumas das partes do parque devido a regularidade e a beleza dos “hoodoos” esculpidos pela natureza.

Bryce CanyonO parque pode ser visitado em um dia, indo  de carro pela estrada asfaltada que corta o parque até os inúmeros mirantes e caminhando pela borda do canyon em trilhas existentes em alguns  destes mirantes. Alguns dos mirantes que obrigatoriamente devem ser explorados são o “Inspiration Point”, o “Sunset Point” (principalmente no final da tarde), o “Sunrise Point” que é mais bonito no início da manhã e o “Bryce Point”.  Quem puder ficar mais de um dia no parque deve percorrer algumas das inúmeras trilhas do parque como a trilha “Navajo Loop” e a trilha “Queens Garden Trail” que descem a encosta  do canyon. Por falta de tempo não fizemos as trilhas… se pudéssemos refazer o nosso planejamento teríamos colocado mais um dia no Bryce Canyon e explorado melhor as suas belezas!

Bryce CanyonA área do parque era habitada no final do século 19 por Mormos com sobrenome Bryce  e se tornou um Monumento Nacional em 1923 sendo  designada como um Parque Nacional em 1928 com o nome Bryce Canyon. O parque cobre cerca de 145 km quadrados  e recebe bem menos visitantes que outros parques da região (Zion e Grand Canyon).

Estrada para o Bryce CanyonA melhor hospedagem, e também a mais cara, é na vila Bryce Canyon bem na entrada do parque. Outras opções são hotéis e motéis nas pequenas cidades de  Panguitch e Tropic próximas da entrada do parque, respectivamente 36km e 16 km. Ficamos hospedados no Best Western Ruby Inn que fica bem na entrada do parque, curtimos muito o estilo country do hotel  e o recomendamos.

Existem poucas opções para alimentação tanto na vila Bryce Canyon como  ao  longo da estrada que liga o parque às cidades vizinhas. Nós jantamos no charmoso restaurante que fica ao lado da General Store na cidade de Tropic a 16 quilômetro do Bryce Canyon, recomendamos!

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Texto: José Maria