Cidades Históricas

Fotografando Paranapiacaba

Neblina em ParanapiacabaA pequena vila escondida na serra do mar com sua aura inglesa e constante neblina é um excelente destino para amantes da fotografia, sendo muito procurada por fotógrafos em busca de locação para ensaios fotográficos.

A neblina, que é mais comum no início da manhã e no final da tarde, compõe o cenário ideal para fotografar a Vila e a estação ferroviária com a famosa Torre do Relógio. Entretanto, dependendo das condições climáticas, a neblina pode aparecer ou desaparecer rapidamente em qualquer hora do dia.

Você pode entrar com tempo limpo em uma Casa de Chá e após tomar um chá com bolo, deparar ao sair com uma forte neblina nas ruas… Isto aconteceu com a gente neste último fim de semana!

ParanapiacabaParanapiacabaA origem da Vila de Paranapiacaba está ligada com a construção da primeira estrada ferroviária paulista que teve início em 1867 quando um grupo de britânicos vieram para o Brasil trabalhar e se instalou na região dando origem à Vila. Após a construção a Vila abrigou o centro de controle operacional e a residência dos funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway, esta companhia operava a estrada de ferro que realizava o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos.

Atualmente todos os imóveis de Paranapiacaba pertencem à prefeitura de Santo André que no início dos anos 2000 comprou da Companhia Ferroviária todas as terras e imóveis da Vila. Atualmente a Prefeitura administra a Vila de Paranapiacaba e arrenda os imóveis para fins comerciais e residenciais. Por esta razão, caso o objetivo das suas fotos seja comercial é necessário solicitar formalmente autorização da Prefeitura de Santo André para usar a Vila como locação.

ParanapiacabaMuseu ParanapiacabaQuando ir

A Vila fica deserta nos dias de semana, quando a maioria dos estabelecimentos comerciais não abre. Caso a presença de turistas não interfira no objetivo das suas fotografias, escolha o fim de semana para visitar Paranapiacaba. As fotos no interior e nos pátios do Museu do Sistema Funicular somente serão possíveis durante os fins de semana quando o mesmo está aberto para visitação das 10hs às 16hs.

Recomendamos a visita aos Sábados, pois o número de Turistas não é tão grande e o comércio está aberto, com opções de restaurantes, Casas de Chá, Casas de Artesanatos e visitas aos Museus.

Como ir

Indo de carro, existem duas possibilidades para chegar. A estrada asfaltada que liga a cidade de Santo André ao distrito de Paranapiacaba termina em uma área de estacionamento gratuito onde pode-se deixar o veículo e ir caminhando para a Vila atravessando a ferrovia por uma passarela sobre o pátio de trens.

Uma outra possibilidade de chegar é sair da estrada asfaltada e enfrentar ou últimos 7 quilômetros em um estrada de terra que leva até a Vila. Sugerimos a primeira opção, pois em caso da estrada de terra estar em más condições pode-se demorar até 30 minutos neste trajeto além de sujar o carro. Lembre-se que a Vila é muito pequena e que o carro não vai ajudar em nada, podendo até ser multado caso seja estacionado em local não permitido, nem sempre bem sinalizado.

Torre do Relógio de ParanapiacabaO que fotografar

A Estação Ferroviária Alto da Serra foi restaurada e hoje é a principal marca registrada de Paranapiacaba. A Torre do Relógio trás um certo ar nostálgico para a estação podendo ser vista de longe em diversos pontos da Vila. A Torre foi erguida em 1898 e lembra a famosa torre do Big Ben de Londres.

Os pátios e os prédios do Museu do Sistema Funicular é um local obrigatório para fazer fotografias. Com ingresso de R$5,00 (Julho de 2016) pode-se visitar o interior e os pátios com trilhos, trens e máquinas da antiga Empresa Ferroviária. Um turista comum pode achar que os prédios e máquinas estejam enferrujados e mal cuidados, mas para objetivos fotográficos a composição é perfeita com prédios antigos, trilhos e máquinas antigas contrastando com o verde da mata atlântica e o gramado dos pátios.

As pequenas casas marrons de madeira com arquitetura inglesa nos remetem para uma atmosfera aconchegante e bucólica. Se a sorte estiver do seu lado, poderá haver neblina nas ruas da Vila contribuindo para um ar ainda mais britânico.

Museu Castelinho de ParanapiacabaNo topo de uma pequena colina fica um casarão de arquitetura vitoriana, construído em 1897, como moradia do engenheiro chefe da vila. Hoje, o casarão abriga o Museu do Castelo, conhecido também como Castelinho. O museu está aberto para turistas conhecerem móveis antigos, documentos e equipamentos ferroviários. O casarão no todo da colina tem uma vista privilegiada para toda a vila ferroviária sendo um ótimo local para se fazer fotografias da estação e do pátio dos trens.

Finalmente, como as condições climáticas e a presença de neblina são imprevisíveis, fique preparado para eventualmente repetir tomadas fotográficas em locações “com presença” e “sem a presença” de neblina!

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Texto: José Maria e Imaculada

Estrada Real: Diamantina até Serro

Estrada-Real-LogoReservamos o dia para fazer um trecho de cerca de 65 km da Estrada Real, partindo de Diamantina até a cidade histórica de Serro, passando por algumas pequenas vilas como Milho Verde.

Nosso plano era retornar no final da tarde para Diamantina para participar da Vesperata no dia seguinte.

Estrada Real perto de Diamantina

Saímos de Diamantina pela manhã e pegamos a Estrada Real que é de terra até Milho Verde. Paramos para tirar algumas fotos, incluindo os famosos marcos da Estrada Real.

Milho Verde

Marco da Estrda RealApós passarmos por belos trechos da Estrada Real, subindo e descendo montanhas da Serra do Espinhaço,  passamos pelos povoados de Vau e São Gonçalo do Rio das Pedras antes de chegar em Milho Verde.

Em Milho Verde fomos primeiro visitar a  pequena, mas famosa, capela de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos que foi utilizada em clipe de divulgação de disco do cantor Milton Nascimento.

A partir da Capela e de seu belo pátio gramado no alto de uma pequena colina,  tem-se  uma bela vista das montanhas nos arredores. A Capela foi construída no século XIX por escravos, sendo atualmente o cartão postal de Milho Verde.

capela de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

Milho Verde está a 1.120 metros de altitude e fica a 23 km da cidade histórica de Serro, da qual é distrito. A população é de cerca de 500 moradores no povoado e 1200 na área rural. As casas são simples com  algumas ruas cobertas com grama verde que dá um charme especial ao povoado. Infelizmente existem algumas casas históricas que foram modificadas ou ruíram por falta de conservação.  O povoado de Milho Verde também é famoso  por suas belezas naturais sendo cercado por belas cachoeiras e morros da serra do Espinhaço.

Chafariz de Milho Verde

O nome Milho Verde vem do fato das lavras da região terem pertencido ao português Manoel Rodrigues Milho Verde, natural de Moinho em Portugal. O lugarejo foi um antigo ponto de controle de impostos, sendo a rua do Quartel assim chamada por ter um quartel e posto fiscal para vigiar a passagem de pessoas e mercadorias pela Estrada Real.

Em pleno século XX ainda existia garimpo na região.  Garimpeiros com dragas e bombas, desviaram cursos de rios e revirando cascalhos causaram vários danos ecológicos na região. Atualmente, a mineração na região é proibida.

O povoado de Milho Verde foi descoberto para o turismo na década de 80 e atualmente os moradores do lugarejo praticamente vivem do turismo, com o desafio de explorar o potencial turístico ao mesmo tempo preservar as belezas naturais e históricas do lugar.

Trecho asfaltado da Estrada Real entre Milho Verde e Serro

Após darmos uma volta por Milho Verde  e visitar o antigo chafariz, almoçamos em um restaurante simples e rumamos para a cidade histórica de Serro pela Estrada Real, já asfaltada neste trecho. A paisagem muda um pouco neste trecho, primeiramente porque o asfalto tira o charme da estrada e segundo porque a flora fica mais verde e mais densa com trechos de  mata bem fechada.

Vista Capela de Santa Rita em Serro

Serro

Ao chegarmos de Milho Verde entramos pela parte alta da cidade do Serro e antes de descermos as ladeiras paramos na Capela de Santa Rita, que é o cartão postal da cidade. A capela fica na parte alta da cidade tendo uma enoooorme escada que dá na parte baixa junto ao centrinho da cidade. Tiramos fotos na parte de cima ao lado da Capela e fomos de carro para a parte baixa da cidade onde tiramos mais fotos da Capela no topo do morro e do conservado casario colonial da cidade.

Capela SaCapela Santa Rita, cartão postal de Serro

A pequena cidade de Serro tem hoje cerca de 21 mil habitantes, é cercada por serras, rios e cachoeiras, sendo uma excelente dica para quem gosta  de cidades históricas e ecoturismo. As origens da cidade são do início do século XVIII em um arraial que centralizava a exploração de ouro na região.

Casario de Serro

O primeiro nome foi   Arraial do Ribeirão das Minas de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro do Frio. Em 1714 o povoado recebeu oficialmente o nome de “Vila do Príncipe” pelo governador da capitania de Minas Gerais. Em  1720 passou a sede da comarca do Serro do Frio  que abrangia todo o norte-nordeste da capitania. Em 1838, a vila foi elevada à categoria de cidade, com o atual nome de Serro.

Casario da cidade de Serro

As minas de ouro e diamantes foram exploradas exaustivamente durante quase cem anos. No início do século XIX, com a decadência da mineração, a pecuária e a agricultura de subsistência se desenvolveram de forma precária. No final do século XIX, o Serro não conseguiu se integrar com a malha ferroviária e se isolou ainda mais, dificultando o seu desenvolvimento.

O isolamento de certa forma ajudou a conservação do patrimônio histórico da cidade que, em 1938, teve o seu acervo histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Após visitarmos as igrejas e o casario, antes de  retornamos para Diamantina, paramos para um café mineiro com bolo de fubá!  Nossa viagem de volta foi por um belo caminho alternativo, com 86 km de asfalto, passando pela cidade histórica de Datas.

 


Texto: José Maria e Imaculada

Reflexos de Diamantina, MG

 

Diamantina com Serra dos Cristais

Nossa visita a Diamantina estava planejada há algum tempo! Estávamos estimulados pelo grande número de vezes que estivemos na região histórica de Minas (circuito Tiradentes-Ouro Preto) e queríamos muito conhecer novas cidades históricas mineiras e conhecer a região da Estrada Real próximo de Diamantina.

Após uma visita de 2 dias ao Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, saímos pela  manhã da pequena cidade de Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, rumando para Diamantina  cerca de 300 km de distância.

Por ser um dia de semana e véspera de feriado, pegamos um longo congestionamento na cidade de Contagem e chegamos no meio da tarde em Diamantina.

 

Serra do Espinhaço próximo à Diamantina

A região da Serra do Espinhaço, onde fica Diamantina, é muito bonita com montanhas e vales que podem ser vislumbrados logo após a subida da serra, depois de passar pela cidade de Curvelo.

Centro Histórico de Diamantina

Chegando em Diamantina, descemos por ladeiras íngremes com calçamento de pedras coloniais até o centro da cidade. Como o centro ainda fica num ponto alto, era possível ver, no mesmo nível do casario, as montanhas da Serra dos Cristais que circunda a cidade.

Diamantina

Ficamos no centrinho de Diamantina, na ótima Pousada Vila do Imperador com praticamente todos os lugares de interesse  nos arredores da Pousada. No final da tarde pudemos curtir um por do sol deslumbrante que deixou dourada a Serra dos Cristais atrás do casario colonial.

Casario de Diamantina

Fiquei especialmente impressionado com a conservação e a estética do casario colonial da cidade. Na minha opinião é o mais preservado de todas as cidades históricas mineiras. Embora o município já tenha uma população de mais de 45 mil habitantes, o casario colonial se manteve intacto.

Passadiço da Glória em Diamantina

Visitamos as principais igrejas e museus, além de visitar o famoso “Passadiço da Glória”, um verdadeiro símbolo de Diamantina. O Passadiço foi construído entre 1750 e 1800 unindo o segundo pavimento de 2 casas, por onde as internas do colégio que ali estava instalado transitavam, evitando o contato com os moradores da cidade. Inicialmente pertenceu à Coroa Portuguesa, sendo adquirido por Dona Josefa Maria da Glória, daí veio a denominação de “Casa da Glória”. Atualmente é sede do Centro de Geologia Eschwege,  propriedade do Instituto de GeoCiências da Universidade Federal de Minas Gerais.

Vista do Mercado Municipal de DiamantinaDiamantina é terra natal do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek e da famosa Chica da Silva (1732-1796), havendo museus abertos ao público nas respectivas casas onde moraram na cidade. Chica da Silva, era uma escrava alforriada esposa de João Fernandes de Oliveira, um dos homens mais ricos do Brasil na era colonial.

A cidade é o início  da Estrada Real, um dos roteiros culturais e turísticos mais famosos do Brasil e faz parte do circuito turístico dos Diamantes.

Reservamos o dia seguinte para um passeio de carro pela Estrada Real até a cidade histórica de Serro, passando pelo famoso  povoado de Milho Verde.

Vesperata em Diamantina

Diamantina é famosa por suas serestas e vesperatas. Atualmente a Vesperata é um evento que ocorre uma vez por mês num sábado. Coincidimos nossa visita à cidade com a Vesperata de Maio/2013 e pudemos conferir a animação da festa, onde os  músicos se apresentam tocando seus instrumentos nas janelas e sacadas dos velhos casarões para o público que assiste nas ruas da cidade. Recomendamos  o evento,  pela oportunidade de comer uma autêntica comida mineira sentado numa mesa na parte externa de um restaurante, enquanto se assiste o animado evento curtindo a música…sensacional!

Veja abaixo o vídeo com imagens da Vesperata de maio/2013:


Texto: José Maria e Imaculada

XI National HOG Rally Tiradentes – Maio 2008

A pequena cidade de Tiradentes foi sacudida no no feriado de 1 de maio de 2008 pela chegada das poderosas motocicletas Harley Davidson para o XI National HOG Rally. A Pousada Pequena Tiradentes, como hotel oficial, centralizou todas as atividades do evento: receptivo, a saída/chegada do Rally de regularidade, desfile de Motorclothes, Cocktail, Show dos Titãs e  Jantar de Premiação do Rally. Como o número de participantes  foi grande, inúmeros outros hotéis e pousadas acolheram os participantes do encontro.

Tiradentes é  um dos centros históricos de arte barroca mais bem preservados do Brasil, daí a sua importancia  turística.  Na metade do século XX, foi considerado patrimônio histórico nacional tendo suas casas, lampiões, igrejas, monumentos e demais partes recuperadas.  As participantes do evento aproveitaram o tempo livre para conhecer os principais monumentos:

  • Matriz de Santo Antônio – construída em 1710 é a segunda igreja do Brasil com mais ouro em seu interior, sendo considerada uma das mais belas construções barrocas do país. No interior do templo há um órgão datado de 1788, considerado um dos quinze mais importantes do mundo.

Foto Oficial na Matriz Santo Antonio

  • Casa do Padre Toledo – hoje Museu Padre Toledo, sua construção é do final do século XVIII, com esquadrias em cantaria lavradas, sete forros pintados, destaca-se aquele que representa os cinco sentidos, com figuras da mitologia grega. Nesta casa morreu Padre Toledo, um dos cabeças da Inconfidência Mineira. Foi um dos locais onde os incofidentes se reuniam em 1789.
  • Chafariz São José – no início da ladeira que leva à Igreja Matriz, localiza-se um bonito chafariz, construído em 1749 para abastecer a então vila com água potável, também era utilizado para lavagem de roupa e para bebedouro de animais, principalmente cavalos. Possui um aqueduto construído pelos escravos da época, que traz a água de uma nascente a 1 quilômetro de distância, o chafariz está em funcionamento até hoje.
  • Maria Fumaça – a Estrada de Ferro Oeste de Minas que atualmente liga São João del-Rei a Tiradentes foi inaugurada em 1881 com a presença do Imperador Dom Pedro II, funcionando ininterruptamente até hoje.  A Estrada de Ferro já possuiu 720 quilômetros, mas hoje somente o trecho de 12 quilômetros que liga São João del-Rei a Tiradentes está em funcionamento. Os trens partem nas Sextas, Sábados, Domingos e feriados são 10h e 15h de São João del-Rei e 13h e 17h de Tiradentes.

A cidade é famosa pelo alto nível dos seus restaurantes onde pode-se saborear diversos tipos de comida, indo da deliciosa mineira à culinária internacional. Alguns restaurantes:

  • Restaurante Atrás da Matriz
    Rua Santíssima Trindade, 201 – Centro Histórico
  • Restaurante Tetro da Villa
    Rua Padre Toledo, 157 – CEntro Histórico
  • Restaurante Via Destra
    Rua Direita, 45 – Centro Histórico
  • Restaurante Traga Luz
    Rua Direita, 52 – Centro Histórico
  • Restaurante Pau de Angú
    Estrada Real (Tiradendes-Bichinho, km 3)
  • Restaurante Maria Fumaça
    Estação Ferroviária, próximo à Estrada Caixa D´Agua

Além da visita aos monumentos, alguns se aventuraram pelas inúmeras lojas de artesanato do centro histórico. Outros pegaram suas motos visitaram cidades turísticas visinhas como São João de Rei (peças de estanho), Resende Costa (redes, toalhas, etc.) e Prados (esculturas de madeira).

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Texto: José Maria